O comissário da NBA, Adam Silver, afirmou que a entrada de fundos soberanos na futura NBA Europa poderá resultar em mudanças nas diretrizes de investimento na competição dos EUA. Atualmente, a participação desses fundos de investimento em franquias da NBA é restrita a fatias minoritárias de até 20%.
Segundo o dirigente, a NBA mantém negociações com fundos estatais para viabilizar a NBA Europa, utilizando os jogos internacionais como plataforma de diálogo com investidores, emissoras e patrocinadores.
A ideia é seguir o exemplo de gestão de equipes como o PSG, dominante no futebol francês e atual campeã da Champions League, que é controlada pela Qatar Sports Investments (QSI).
“Podemos ver que o PSG obteve sucesso com fundos soberanos que detêm equipes. Pode ser que, com o tempo, essas práticas, aprendidas na Europa, sejam adotadas nos EUA”, admite Silver.
A liga busca estruturar a operação europeia analisando diferentes perfis de aporte financeiro desde o início do projeto.
“Significa analisar esta oportunidade desde o início aqui na Europa. Estamos abertos a diferentes tipos de investidores, como investidores principais, que atualmente não são permitidos nos EUA”, contou o dirigente.
Expansão
A NBA planeja formar uma liga com 16 equipes na Europa, representando Reino Unido, França, Espanha, Itália, Alemanha, Grécia e Turquia. O projeto avalia cada franquia em US$ 1 bilhão. A liga norte-americana pretende manter 50% de participação na divisão, abrindo espaço para outros sócios.
Além de clubes de basquete já estabelecidos, como Real Madrid e Alba Berlin, a organização considera a criação de novas franquias em parceria com times de futebol, como o próprio PSG.
Silver ressaltou que a liga está receptiva a diversas formas de capital, não se limitando aos fundos soberanos.
“Além de fundos soberanos, também estamos conversando com fundos de investimento mais tradicionais que já têm alguma experiência em investir em esportes, e ainda com fundos de private equity [capital de risco] mais tradicionais que enxergam o esporte como uma classe de ativos”, conta Silver.
Sobre o cronograma, a data de lançamento prevista para outubro de 2027 foi classificada pelo dirigente como “ambiciosa”, mas uma meta “viável”. Ele reiterou que o projeto não deve oferecer retornos de curto prazo aos investidores.
Mídia
As negociações sobre direitos de transmissão ainda estão em estágio inicial. A tendência é que a NBA Europa conte com um parceiro global de streaming, possivelmente replicando o modelo adotado nos EUA, combinado com emissoras locais para maximizar o alcance.
“Otimizar os valores da mídia seria uma combinação de transmissões ao vivo, potencialmente uma global, como temos com o Amazon Prime, que exibe jogos em 200 países, mas em parceria com emissoras locais”, explica Silver.
O executivo destacou a relevância da TV aberta para a manutenção da base de fãs para a nova liga de basquete.
“Ainda acho que a transmissão televisiva aberta é extremamente importante. Talvez deixe de ser em algum momento. Mas ainda é assim que muitas pessoas assistem aos nossos jogos e acompanham a cobertura”, defende.
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NBA Europa admite controle de equipes por fundos soberanos, como o Qatar Sports Investments, que controla o PSG
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