A National Football League (NFL) está prestes a concretizar o ambicioso objetivo financeiro traçado pelo comissário Roger Goodell há quase duas décadas. A liga caminha para superar a marca de US$ 25 bilhões em faturamento até 2027, consolidando ainda mais sua posição como a propriedade esportiva mais rica do mundo.
No ano fiscal encerrado em março passado, a liga registrou receitas de aproximadamente US$ 23 bilhões. O montante inclui patrocínios nacionais, direitos de mídia e as vendas locais geradas pelas 32 franquias.
Com o crescimento de 8% registrado no último ciclo, a expectativa é de que a NFL atinja os US$ 25 bilhões já no fechamento do atual ano fiscal ou, inevitavelmente, no período que termina em março de 2027.
A estrutura de receita da liga demonstra forte dependência de acordos nacionais. De acordo com o veículo especializado Sportico, do total arrecadado no último ano, cerca de US$ 14 bilhões foram provenientes de receitas compartilhadas entre todos os times, impulsionadas principalmente pelos contratos de mídia que rendem, em média, US$ 11,4 bilhões anuais.
As receitas locais, oriundas de bilheteria, exploração de estádios e patrocínios dos times, somaram aproximadamente US$ 8,3 bilhões.
Quando Roger Goodell estabeleceu a meta de US$ 25 bilhões em uma reunião de proprietários em março de 2010, a NFL faturava cerca de US$ 8 bilhões. Para atingir o objetivo, a liga precisou adicionar uma média de US$ 1 bilhão em novas receitas por ano ao longo das últimas duas décadas.
ESPN
Recentemente, a liga deu mais um passo para garantir esse fluxo de caixa ao obter aprovação regulatória para um acordo bilionário com a ESPN. Pela negociação, a NFL assume uma participação de 10% na emissora controlada pela Disney, garantindo o recebimento de dividendos futuros.
Como parte do acerto, a liga também recuperou os direitos de quatro jogos do “Monday Night Football” para a próxima temporada, os quais poderão ser comercializados com outros parceiros.
Diferença
A disparidade financeira da NFL em relação às outras grandes ligas norte-americanas permanece acentuada. Para efeito de comparação, a MLB registrou cerca de US$ 12,8 bilhões em 2024, seguida pela NBA com US$ 12,3 bilhões. A NHL (US$ 7,9 bilhões) e a MLS (US$ 2,2 bilhões) aparecem em patamares inferiores.
Ao contrário dessas ligas, a NFL possui a particularidade de depender menos da venda de ingressos, devido à temporada regular mais curta, de apenas 17 jogos, sustentando-se majoritariamente com os direitos de transmissão e patrocínios corporativos.
Futuro
O futuro aponta para a manutenção do crescimento. Além da expansão contínua dos negócios internacionais, Buffalo Bills, Tennessee Titans e Cleveland Browns mudarão para novos estádios nos próximos anos, o que deverá elevar as receitas locais.
A liga também possui a opção de encerrar seus atuais contratos de mídia após a temporada de 2029, o que abriria portas para uma renegociação antecipada de valores, além da possibilidade constante de adicionar mais um jogo ao calendário regular (o que já ocorreu recentemente, inclusive, com a inclusão de uma partida a mais para cada equipe a partir da temporada 2021/2022).
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Objetivo criado por Roger Goodell há quase duas décadas deverá ser superado até 2027
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