Noruega estuda levar barco viking para Copa de 2030
A torcida da Noruega virou a grande sensação da Copa do Mundo com a “remada viking”. O gesto tomou conta das arquibancadas nos jogos da seleção norueguesa e contagiou a torcida, a ponto de os idealizadores do movimento planejarem agora algo ainda mais ousado.
Em entrevista à Máquina do Esporte, Ole Froystad, criador da celebração, afirmou que já começou a planejar como marcar a passagem de sua seleção no Mundial de 2030. A ideia dele, agora, é construir uma replica de um barco viking e sair da Noruega em direção ao mar Mediterrâneo, já que a Copa será em Portugal, Espanha e Marrocos.
“Nós vamos para lá e acho que vou velejar em um navio viking para aquela Copa do Mundo”, disse Froystad.
O torcedor-símbolo da Noruega concedeu entrevista um pouco antes de sair para a rua e comandar mais uma “remada” no meio da Ocean Drive, famosa rua de Miami Beach, em parceria com a prefeitura local. A programação de aparições públicas tem se tornado a nova rotina de Frostayd e alguns poucos companheiros nessa jornada.
Sua agenda nos Estados Unidos é organizada pelo irmão, Markus. Em seu perfil no Instagram (mr. Row Row), Ole já tem um e-mail de contato para parcerias comerciais. O que começou para ser uma brincadeira na arquibancada está agora se transformando em um negócio para ele.
“Tive uma ideia em 2025 em que queria fazer algo relacionado à cultura, para o grupo de torcedores e para a Noruega, e que tivesse vikings no meio. Queria que fosse curto, simples. Que todo mundo pudesse participar. Queria muito colocar a Noruega no mapa para esta Copa do Mundo. Acabou virando um sonho meu, e agora está se tornando realidade, o que é incrível”, disse Froystad.
O torcedor contou com a ajuda da Oljeberget, grupo que atua como uma torcida organizada da seleção norueguesa de futebol, para fazer com que as remadas chegassem aos fãs da equipe durante o Mundial.
“Levei essa ideia para o Oljeberget. Eles adoraram, e sou muito grato a eles por quererem usá-la. Eles me ajudaram com as batidas antes de remar para ficar legal, e depois levaram para o estádio. E aí o resto é história. Graças aos torcedores noruegueses, isso está bombando”, lembrou Froystad.
A remada viking no campo
Depois de viralizar, a remada viking também passou a ser adotada pelos jogadores da Noruega. Depois da vitória contra Senegal pela segunda rodada da fase de grupos, a equipe e os torcedores, comandados pelas batidas do capitão Martin Odegaard, se juntaram para comemorar a vitória por 3 a 2.
“É uma loucura. As pessoas estão enlouquecendo e é muito divertido ver como esse canto está fazendo muito mais do que apenas pelo time. Parece que está criando alegria nas ruas, as pessoas estão se divertindo com isso e criando união entre as nações, o que é incrível. O mundo precisa disso agora”, exaltou o criador da comemoração.
Neste sábado (11), a remada viking terá pela frente a Inglaterra. As duas seleções se enfrentam a partir das 18h, no Miami Stadium. O vencedor do duelo chegará às semifinais contra Argentina ou Suíça, que duelam na sequência. Até onde o time pode ir?
“Ninguém esperava por isso. Mas acho que o fato de os torcedores e o time estarem tão sincronizados e trabalhando juntos, e o time se sentir apoiado, é muito importante para eles terem um desempenho melhor. Então é muito bom”, seguiu.
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À Máquina do Esporte, Ole Froystad comemorou viralização de gesto que tem invadido ruas e arquibancadas dos Estados Unidos durante o Mundial de 2026
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