Novo Desenrola Adimplentes exige bloqueio temporário em sites de apostas para liberar crédito
O Desenrola Adimplentes traz uma exigência bastante rigorosa para quem busca acesso a linhas de crédito facilitado no país: a suspensão compulsória do acesso aos sites de apostas.
Lançado oficialmente na manhã desta segunda-feira (29), o programa federal foi detalhado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Os cidadãos que aderirem à iniciativa financeira ficarão bloqueados nas bets por um período de seis meses.
Essa mesma condição restritiva se aplica aos beneficiários do recém-criado Fies Empreendedor, um projeto estruturado especificamente para liberar financiamentos com taxas menores para que estudantes recém-formados entrem no mercado de trabalho e possam abrir as suas próprias empresas.
Por que o Desenrola Adimplentes vai proibir o uso das bets
A medida de restrição temporária adotada pela equipe econômica funciona como um forte mecanismo de segurança.
O intuito é garantir que o valor emprestado a juros baixos seja, de fato, aplicado no desenvolvimento financeiro, estrutural e profissional do trabalhador, evitando o superendividamento familiar.
Durante a cerimônia de apresentação, o representante da Fazenda explicou detalhadamente a condição para a liberação do dinheiro.
“Tanto no caso do informal, que vai passar a ter uma nova linha a 1,99% ao mês, quanto no caso do estudante graduado do Fies, que vai ter a melhor linha de financiamento para o empreendedorismo do país daqui para frente, nós vamos exigir — como contrapartida do esforço do governo de dar as garantias, de ter trabalhado a redução de juros — que eles fiquem seis meses com a autoexclusão habilitada também das casas de apostas, das bets”, afirmou Durigan.
Foco no trabalhador informal e na oferta de juros justos
A meta prioritária dessa nova frente de crédito é amparar os milhares de profissionais que atuam na informalidade e que conseguem manter as suas contas rigorosamente em dia, mas que frequentemente esbarram nas barreiras impostas pelos bancos tradicionais.
Pelas diretrizes do projeto, o público-alvo abrange os cidadãos que não possuem carteira assinada (CLT), que não ocupam nenhum tipo de cargo público e que não recebem benefícios previdenciários, como pensões ou aposentadorias vinculadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
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