Realizado em maio de 2026, com pouco mais de dois mil eleitores de 139 cidades, um novo estudo do Datafolha mapeou o cenário das apostas online no Brasil.
Com uma margem de erro de dois pontos percentuais, os números indicam que 7% da população adulta tem o costume de jogar em plataformas esportivas ou cassinos virtuais.
Esse índice geral se mantém estável desde o final de 2024.
Curiosamente, a percepção da sociedade sobre essa prática é crítica: para 57% dos entrevistados, jogar é considerado um vício.
Essa visão é muito mais forte entre as mulheres (61%), entre os jovens (64%) e entre as pessoas mais escolarizadas (60%).
Além disso, um terço classifica a atividade como pura perda de dinheiro, enquanto uma minoria enxerga o hábito como diversão (6%) ou possível fonte de renda (2%).
Qual o perfil de quem faz apostas online no Brasil
Ao cruzar os dados da pesquisa, o perfil de quem joga fica evidente.
A adesão é expressivamente maior entre os homens, chegando a 11%, contra apenas 3% do público feminino.
Os jovens de 18 a 24 anos também lideram a participação com 13%.
Analisando os nichos separadamente, as plataformas esportivas atraem 6% dos eleitores.
Nesse grupo específico, o gasto médio mensal subiu para R$ 241.
Em relação à rotina, 21% relatam fazer palpites todos os dias e 36% jogam ao menos uma vez por semana.
Já os cassinos online, impulsionados por modalidades como o jogo do tigrinho, reúnem 4% dos adultos.
A diferença entre os gêneros nesse segmento é mínima (4% dos homens contra 3% das mulheres).
A média de gastos apresentou uma queda em relação às pesquisas anteriores, ficando agora em R$ 232 por mês, sendo que três em cada dez usuários gastam apenas até R$ 30 mensais.
A frequência nesses cassinos mostra que 30% acessam semanalmente e 23% jogam diariamente.
Os impactos no bolso e as táticas para conseguir dinheiro
Um dos recortes do levantamento aborda a realidade financeira dos usuários.
Atualmente, 6% das pessoas que se consideram endividadas continuam jogando, uma taxa próxima da média geral do país.
Contudo, o nível de comprometimento financeiro teve uma melhora: hoje, 35% admitem que já prejudicaram suas economias para bancar os jogos, uma queda em comparação aos 44% registrados em novembro do ano passado.
Para não ficar de fora das rodadas, os jogadores adotam diferentes estratégias para levantar fundos.
Cerca de 19% já precisaram mexer nas reservas da poupança, 11% deixaram de comprar algo importante e 10% recorreram ao limite do cartão de crédito.
Casos mais extremos também aparecem na amostragem, com 8% pedindo dinheiro emprestado, 6% atrasando o pagamento de alguma conta básica e até 2% vendendo bens pessoais para conseguir financiar os palpites na internet.
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