Número de apostadores no Brasil dobra e chega a 3,7 milhões em 2025

Estudo aponta crescimento acelerado das apostas digitais e impactos no comportamento financeiro.


O número de apostadores no Brasil chegou a 3,7 milhões em 2025, o dobro do registrado no ano anterior. Os dados são de um levantamento da Klavi, fintech que utiliza o Open Finance para analisar o comportamento financeiro dos consumidores.

Segundo o estudo, 18% dos apostadores, o que equivale a mais de 600 mil pessoas, estão em situação de alto risco financeiro. Esse grupo já deixa de pagar contas básicas, como água, luz e internet, e compromete o orçamento familiar para manter o hábito de apostar. Em casos mais extremos, há indícios de venda de bens pessoais para sustentar as apostas.

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O estudo considerou 6,8 milhões de pessoas que autorizaram o compartilhamento de dados por meio do Open Finance e apresentaram movimentações bancárias relevantes. A Klavi classificou como alto risco os usuários com padrões comportamentais que afetam despesas essenciais e a estabilidade financeira.

O levantamento aponta que as apostas se tornaram mais rápidas, acessíveis e quase “invisíveis” no cotidiano, sendo impulsionadas por plataformas digitais que estimulam a recorrência. Para Bruno Chan, cofundador da Klavi, a combinação entre inclusão digital e baixa educação financeira cria um ambiente propício ao desenvolvimento de comportamentos compulsivos, conforme destacou em informações publicadas pelo Valor Investe.

Pessoas classificadas como de alto risco têm 35% mais chance de se tornarem inadimplentes. Além disso, tendem a resgatar investimentos, interromper aportes financeiros, reduzir o consumo no varejo e deixar de recompor reservas de emergência. A Klavi desenvolveu um Indicador de Risco de Apostas para identificar quando a prática deixa de ser recreativa e passa a afetar a saúde financeira.

Veja também: 30% do dinheiro movimentado no mercado brasileiro de apostas vem de sites ilegais, diz pesquisa

Entre os analisados, 69,3% não apresentam risco associado às apostas. Outros 11,6% foram classificados com risco moderado, enquanto 9,4% apresentam baixo risco, grupo que pode evoluir para situações mais graves ao longo do tempo.

O estudo mostra que jovens entre 18 e 24 anos concentram a maior proporção de risco elevado. Metade dos apostadores de alto risco pertence à classe C, e 68% vivem nas regiões Sudeste e Nordeste. Na faixa etária de 25 a 34 anos, 33% apresentam algum nível de risco, sendo 11,4% classificados como alto risco, o maior percentual entre todas as idades analisadas

Estudo aponta crescimento acelerado das apostas digitais e impactos no comportamento financeiro.

O número de apostadores no Brasil chegou a 3,7 milhões em 2025, o dobro do registrado no ano anterior. Os dados são de um levantamento da Klavi, fintech que utiliza o Open Finance para analisar o comportamento financeiro dos consumidores.

Segundo o estudo, 18% dos apostadores, o que equivale a mais de 600 mil pessoas, estão em situação de alto risco financeiro. Esse grupo já deixa de pagar contas básicas, como água, luz e internet, e compromete o orçamento familiar para manter o hábito de apostar. Em casos mais extremos, há indícios de venda de bens pessoais para sustentar as apostas.

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O estudo considerou 6,8 milhões de pessoas que autorizaram o compartilhamento de dados por meio do Open Finance e apresentaram movimentações bancárias relevantes. A Klavi classificou como alto risco os usuários com padrões comportamentais que afetam despesas essenciais e a estabilidade financeira.

O levantamento aponta que as apostas se tornaram mais rápidas, acessíveis e quase “invisíveis” no cotidiano, sendo impulsionadas por plataformas digitais que estimulam a recorrência. Para Bruno Chan, cofundador da Klavi, a combinação entre inclusão digital e baixa educação financeira cria um ambiente propício ao desenvolvimento de comportamentos compulsivos, conforme destacou em informações publicadas pelo Valor Investe.

Pessoas classificadas como de alto risco têm 35% mais chance de se tornarem inadimplentes. Além disso, tendem a resgatar investimentos, interromper aportes financeiros, reduzir o consumo no varejo e deixar de recompor reservas de emergência. A Klavi desenvolveu um Indicador de Risco de Apostas para identificar quando a prática deixa de ser recreativa e passa a afetar a saúde financeira.

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Entre os analisados, 69,3% não apresentam risco associado às apostas. Outros 11,6% foram classificados com risco moderado, enquanto 9,4% apresentam baixo risco, grupo que pode evoluir para situações mais graves ao longo do tempo.

O estudo mostra que jovens entre 18 e 24 anos concentram a maior proporção de risco elevado. Metade dos apostadores de alto risco pertence à classe C, e 68% vivem nas regiões Sudeste e Nordeste. Na faixa etária de 25 a 34 anos, 33% apresentam algum nível de risco, sendo 11,4% classificados como alto risco, o maior percentual entre todas as idades analisadas

  


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