O encerramento da temporada regular da National Football League (NFL) abriu espaço para uma leitura mais estratégica sobre quem é, como consome e onde se engaja o torcedor da liga em 2025/2026. O próximo passo para operadores brasileiros é se preparar para mais um jogo no Brasil, no Maracanã, no Rio de Janeiro.
Segundo Mike North, vice-presidente de planejamento de transmissões da liga, a partida não deve ocorrer na primeira rodada nem em uma sexta-feira, como nas edições anteriores, com a tendência de ser disputada em um domingo e mais adiante na temporada, ainda sem data definida.
Em paralelo, dados da Sportradar indicam que o crescimento da audiência vem acompanhado de uma mudança estrutural no comportamento do público, cada vez mais concentrado em plataformas digitais, um movimento que já influencia decisões comerciais, estratégias de mídia e o posicionamento das casas de apostas em torno do produto NFL.
O levantamento indica que a base de fãs ainda é majoritariamente mais velha: 47% têm mais de 55 anos. No entanto, a presença de fãs mais jovens carrega a mudança de ambiente dos jogos. Entre torcedores com menos de 30 anos, o streaming já supera a TV tradicional, com 63% preferindo assistir aos jogos online.
A avaliação das redes sociais revela que jovens de 18 a 29 anos interagem ativamente no Instagram, TikTok e Snapchat, enquanto 70% de todos os fãs da liga mantêm presença no Facebook.
Um estudo do IBOPE Repucom apontou que o número de brasileiros que se declaram fãs da NFL chegou a 41 milhões em 2024, crescimento superior a 300% em uma década.
Quem aposta na NFL?
Quase dois terços dos apostadores esportivos nos Estados Unidos já fizeram apostas em partidas da NFL, com jovens adultos sendo três vezes mais propensos a apostar semanalmente do que os mais velhos.
A diversidade também pesa na estratégia. Entre os fãs jovens, 23% são hispânicos e 16% negros, ampliando o alcance multicultural da liga. Mesmo com a percepção de que os jogos são caros — 86% consideram os ingressos acima do que o público médio pode pagar —, a renda familiar mediana dos fãs, 2,3% acima da média nacional, sustenta consumo de produtos licenciados e soluções digitais.
Outro vetor de engajamento observado com atenção pelas casas de apostas é o fantasy football. Cerca de 19% dos fãs da NFL participam de ligas de fantasy, e 54% deles têm menos de 35 anos. O modelo estimula o acompanhamento constante de estatísticas e desempenhos individuais, elevando o tempo de tela e a propensão a interações paralelas, como apostas em mercados de jogadores.
Esse cenário de crescimento é confirmado pelos números de audiência. A NFL registrou média de 18,7 milhões de telespectadores por jogo na temporada regular de 2025, o segundo maior índice da história da liga, segundo o Máquina do Esporte. O resultado representa alta de 10% em relação à temporada anterior, impulsionada por mudanças metodológicas que passaram a incluir consumo fora de casa e dados de smart TVs.
Para João Gerçossimo, CEO da EstrelaBet, o Brasil “se consolidou como um mercado estratégico para o futebol americano. O jogo em São Paulo não só atraiu público recorde como também impulsionou o engajamento nas apostas esportivas”.
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O encerramento da temporada regular da National Football League (NFL) abriu espaço para uma leitura mais estratégica sobre quem é, como consome e onde se engaja o torcedor da liga
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