Uma operação integrada entre o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (Gaeco/MPPB), a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil da Paraíba (Draco/PCPB), a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF) e a Loteria do Estado da Paraíba (Lotep) deflagrou, nesta quarta-feira (8), uma ação contra uma organização suspeita de explorar plataformas de apostas ilegais (bets) na Paraíba.
A 1ª Vara Regional das Garantias do Tribunal de Justiça da Paraíba autorizou a operação e determinou medidas cautelares patrimoniais superiores a R$ 100 milhões. A decisão busca interromper as atividades do grupo, impedir a ocultação de patrimônio e garantir o ressarcimento dos prejuízos.
Conforme os órgãos responsáveis, a investigação identificou uma estrutura que operava plataformas de apostas sem autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas e sem credenciamento junto à Lotep, em desacordo com a legislação federal.
Como funcionava o esquema investigado de bets ilegais
Conforme a investigação, o grupo utilizava uma rede de pessoas físicas e jurídicas para dar aparência de legalidade às operações. Para isso, recorria a empresas de fachada, sedes fictícias, capitais sociais incompatíveis com a capacidade financeira dos sócios e estruturas operacionais inexistentes.
Além disso, os investigados movimentavam recursos por meio de intermediadores financeiros. Dessa forma, ocultavam patrimônio e dificultavam o rastreamento dos valores. Ao mesmo tempo, a investigação identificou domínios eletrônicos irregulares, estruturas societárias simuladas e mecanismos criados para dificultar a fiscalização.
Os investigadores também apontam que a organização utilizava plataformas digitais para operar apostas sem autorização e esconder a identidade dos verdadeiros responsáveis pelas operações.
Quais crimes são investigados
Os investigadores reuniram indícios da prática de exploração ilegal de apostas, organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraudes eletrônicas contra consumidores.
Ademais, a apuração indica que o grupo retinha valores de usuários, bloqueava contas de forma arbitrária, deixava de pagar premiações e utilizava plataformas estruturadas para ocultar os beneficiários da atividade ilegal.
Por esse motivo, a Justiça autorizou o bloqueio de ativos financeiros, incluindo criptoativos, além da indisponibilidade de bens móveis, que somam R$ 101,99 milhões. Com isso, as autoridades pretendem impedir a dissipação do patrimônio, preservar recursos para eventual ressarcimento e enfraquecer financeiramente a organização investigada.
Como a integração entre os órgãos fortaleceu a investigação
Os órgãos envolvidos destacaram que a operação representa um novo modelo de atuação conjunta no combate às apostas ilegais. Nesse sentido, Gaeco, Draco, SPA/MF e Lotep compartilharam informações estratégicas, dados regulatórios e análises financeiras.
Esse trabalho conjunto permitiu identificar a estrutura investigada e mapear a movimentação patrimonial do grupo.
Por fim, as instituições reforçaram que a operação também busca proteger consumidores e combater crimes financeiros ligados ao setor, como lavagem de dinheiro, evasão patrimonial e outras infrações de alta complexidade.
As investigações continuam sob sigilo judicial. Novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das diligências e dentro dos limites previstos em lei.
O post Operação conjunta mira bets ilegais na Paraíba e bloqueia mais de R$ 100 milhões apareceu primeiro em iGaming Brazil.