Operação Spare investiga ligação entre PCC, apostas ilegais e fintechs

Nesta quinta-feira, 25, o Ministério Público e a Polícia Militar de São Paulo deram continuidade à Operação Carbono Oculto, chamada de Operação Spare, que apura a participação do Primeiro Comando da Capital (PCC) em apostas ilegais, manipulação de combustíveis e criação de fundos financeiros para lavagem de dinheiro.

As ações tiveram início em agosto, quando a Polícia Federal, em parceria com a Receita Federal e o Ministério Público de São Paulo (MPSP), passou a investigar operações criminosas envolvendo o PCC e fintechs instaladas na região da Faria Lima, o principal polo financeiro do país.


De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), suspeitos estariam operando casas de apostas ilegais em Santos (SP), utilizando máquinas de cartão vinculadas a postos de combustíveis que comercializavam produtos adulterados. Após o uso dessas máquinas, os valores seriam lavados por meio de uma fintech, ainda não revelada.

A operação mobilizou 110 agentes do Comando de Choque da PM-SP, que cumpriram 25 mandados de busca e apreensão em diferentes cidades do estado. As informações são da Veja.

Foto: Reprodução/PMSP. Operação Spare conduzida nesta quinta-feira, 25.

Como o PCC estaria conectado a apostas esportivas, ou a bets ilegais?

Todo o começo da investigação seria ligada à investigação de uma casa de apostas ilegais em Santos, que despertou atenção pelo modelo de pagamento utilizado.


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Na época, foi apreendida uma máquina de pagamentos por cartão vinculada ao Posto Mingatto Ltda., entregue em um endereço em São Paulo sem ligação com a sede da empresa, localizada em Campinas. Em paralelo, outra operação encontrou em um imóvel em Santos, que também abrigava uma casa de jogos, um equipamento registrado em nome do Auto Posto Carrara Ltda, segundo informações do g1.

A quebra de sigilo bancário mostrou que ambas as empresas apresentavam movimentações financeiras idênticas. Os valores recebidos seriam rapidamente transferidos para a BK Bank, fintech intermediadora de pagamentos acusada de operar recursos da facção criminosa.

Segundo o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), a quadrilha transferia sistematicamente os ganhos obtidos em jogos ilegais para contas da fintech, após passarem por empresas de fachada. Além disso, grande parte do lucro vinha de crimes contra consumidores, com a adulteração de combustíveis nos postos controlados.

Casa de apostas regularizada também entra na mira de investigação

Paralelamente, uma investigação da revista piauí apontou possíveis conexões entre o PCC e empresas do setor de apostas esportivas. O destaque é a B3T4 International Group, controladora das plataformas Bet4, Aposta Bet e Faz o Bet. A empresa está registrada em uma sala de apenas 28 m² no edifício Patrimônio, na Avenida Paulista, que oficialmente funciona como coworking para 108 empresas com capital social declarado de R$ 530 milhões.

Segundo o MP-SP, a B3T4 dividia endereço com companhias ligadas ao empresário Mohamad Hussein Mourad, acusado de chefiar um esquema bilionário de lavagem de dinheiro da facção. Foragido desde agosto, Mourad teria utilizado empresas como Urban Prime, Stellar, Horizon e Vitality para blindar patrimônio, além da Scotia Holdings, que ocultava a frota de caminhões usada no transporte de etanol.

Outro elo revelado é o uso do banco BS2 para movimentações financeiras. A apuração também cita o advogado Walter Silva Souza, chefe de gabinete do vereador Major Palumbo (PP), como sócio de empresas relacionadas ao esquema. Ele nega envolvimento e afirma ter renunciado às participações.

Em 2024, a Polícia Federal já havia identificado indícios de que as operadoras Fourbet e Loteria Fort, no Ceará, teriam vínculos com familiares de Marcola, líder máximo do PCC.

Segundo apuração da revista, a B3T4 foi fundada em agosto de 2024, em parceria entre a mexicana SDMP e a catarinense Liliane Alberti, que investiu R$ 7 milhões apesar de responder a uma dívida judicial de R$ 6,6 mil. Poucos dias depois, entrou como sócia a Media 4 Brasil, controlada por uma offshore em Curaçao dirigida por Jair Almeida Toussaint – o mesmo advogado que assinou o contrato de R$ 360 milhões da Vaidebet com o Corinthians, alvo de investigação que resultou no impeachment do então presidente Augusto Melo.

Atualmente, a B3T4 tem entre seus sócios empresários de São Paulo, Goiás e até o ator Erich Pelitz. Parte dos envolvidos preferiu não conversar com o portal. O advogado Eduardo Vinicius Cordeiro enviou nota pedindo respeito à privacidade dos sócios, enquanto a defesa de Mourad negou todas as acusações.

Nesta quinta-feira, 25, o Ministério Público e a Polícia Militar de São Paulo deram continuidade à Operação Carbono Oculto, chamada de Operação Spare, que apura a participação do Primeiro Comando 


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