Delegacia do Consumidor (Decon) deflagrou, nesta segunda-feira (06), a terceira fase da Operação VAR no Rio de Janeiro. A ofensiva mira suspeitos de manipulação de resultados em partidas de futebol e de lavagem de dinheiro. Durante a ação, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em Bangu, na Zona Oeste, e conduziram um jogador à unidade para prestar esclarecimentos.
Conforme a apuração, o atleta alvo das diligências teria agido para beneficiar terceiros em apostas esportivas. A suspeita é de que ele tenha recebido, de forma intencional, um cartão amarelo em jogo válido pelo Campeonato Carioca de 2026. Dessa maneira, a conduta teria sido usada para favorecer apostas ligadas ao lance.
As investigações começaram em 2024, após denúncia da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj). A entidade apontou indícios de fraudes em várias partidas. Desde então, a polícia busca identificar todos os envolvidos no esquema e reunir elementos que sustentem a responsabilização de cada um.
Como a Operação VAR avança sobre o caso
A terceira fase da operação aprofunda a linha de investigação aberta a partir da denúncia da Ferj. Além disso, a apuração tenta esclarecer a participação individual de cada investigado. O foco agora está na coleta de novos elementos sobre a atuação de possíveis beneficiários e sobre a dinâmica do esquema.
A suspeita central envolve a manipulação de eventos específicos dentro das partidas, como o recebimento deliberado de cartão amarelo. Em seguida, os investigadores analisam se esse tipo de lance foi explorado para gerar ganhos no mercado de apostas esportivas. Ainda assim, a polícia mantém a apuração em andamento para definir a extensão do caso.
O que as investigações recentes mostram no Carioca
Recentemente, outro desdobramento no futebol fluminense ampliou a atenção sobre suspeitas de irregularidades ligadas às apostas. Movimentações consideradas atípicas no mercado levaram ao afastamento cautelar de três clubes da Série C do Carioca. A medida atinge Ceres FC, Mageense FC e Itaboraí Profute FC.
A decisão partiu do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ), com divulgação da Ferj nesta semana. Segundo os processos, relatórios da Sportradar identificaram movimentações classificadas como atípicas no mercado de apostas esportivas. Posteriormente, esses documentos serviram de base para a abertura dos inquéritos.
As apurações envolvem partidas da sexta rodada da Taça Waldir Amaral. O Mageense FC responde por fatos ligados ao confronto contra o Barra Mansa. Já o Ceres FC é investigado por situação relacionada ao duelo diante do Tigres do Brasil. Por outro lado, o Itaboraí Profute FC aparece em procedimento referente à partida contra o CAAC Brasil.
A Procuradoria de Justiça Desportiva pediu o afastamento preventivo das equipes durante os inquéritos, e a presidência do TJD-RJ acolheu a solicitação. De acordo com o tribunal, a medida busca preservar a integridade da competição.
Enquanto isso, clubes, atletas e dirigentes investigados seguem com direito ao contraditório e à ampla defesa.
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