Operação VAR: Polícia Civil faz buscas por jogadores suspeitos de manipulação no RJ
A ação é um desdobramento de investigações de fraude na primeira divisão do Campeonato Carioca.
Rio de Janeiro.- A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PC-RJ) deflagrou a 3ª fase da Operação VAR, que apura suspeitas de manipulação de resultados no Campeonato Carioca. Essa ação é desdobramento de investigações iniciadas pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) do Rio de Janeiro no mês passado.
Na segunda-feira (6), os policiais realizaram diligências para localizar o zagueiro Luiz Gustavo Lopes dos Santos, que jogou pela Portuguesa-RJ em fevereiro e hoje está no Olaria, e o meio-campista Sidney de Freitas Pages, o Sidão, que atuou no primeiro semestre de 2026 pelo Nova Iguaçu e atualmente está na equipe Dibrados F.C., da Kings League Brasil.
Veja também: Manipulação de resultados: Justiça Desportiva do Rio de Janeiro suspende jogadores e afasta clubes
Durante a operação, Luiz Gustavo foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos, mas Sidão não foi localizado pelos agentes da PC. Os investigadores da Delegacia do Consumidor (Decon) ainda apreenderam materiais que podem ser integrados aos autos.
Entenda o caso
A Decon está investigando um grupo de apostadores suspeitos de terem lucrado com manipulação de uma partida do Campeonato Carioca de 2026. O jogo suspeito é Portuguesa 1 x 0 Nova Iguaçu, realizado no dia 7 de fevereiro.
Nessa partida da última rodada da primeira fase do Cariocão foram aplicados sete cartões amarelos, mas dois deles chamaram a atenção das autoridades. A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) e a Unidade de Integridade de Futebol da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) receberam alertas de um número incomum de apostas para que o lateral Luiz Gustavo, da Portuguesa, e o zagueiro Sidão, do Nova Iguaçu, recebessem cartões amarelos.
Segundo a Polícia Civil, um grupo pequeno de pessoas apostou cerca de R$ 40 mil (US$ 7.635) nos dois cartões. Os investigados ganharam quase R$ 300 mil (US$ 57.268) com as entradas, um lucro de cerca de 650%. De acordo com os policiais, todas as entradas foram feitas por contas conectadas ao mesmo endereço de IP. Os envolvidos podem ter de responder por estelionato, organização criminosa, corrupção ativa e passiva.
A Lusa carioca chegou a afastar o atleta que está sendo investigado. Já Sidney, o Sidão, não está mais no Nova Iguaçu porque o contrato terminou após a competição estadual e o acordo não foi renovado. Os dois jogadores apontados no alerta de possível manipulação negaram participar de esquemas com com apostadores. Os atletas prestaram depoimentos e, até o momento, não estão entre os investigados do caso.
A ação é um desdobramento de investigações de fraude na primeira divisão do Campeonato Carioca.
Rio de Janeiro.- A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PC-RJ) deflagrou a 3ª fase da Operação VAR, que apura suspeitas de manipulação de resultados no Campeonato Carioca. Essa ação é desdobramento de investigações iniciadas pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) do Rio de Janeiro no mês passado.
Na segunda-feira (6), os policiais realizaram diligências para localizar o zagueiro Luiz Gustavo Lopes dos Santos, que jogou pela Portuguesa-RJ em fevereiro e hoje está no Olaria, e o meio-campista Sidney de Freitas Pages, o Sidão, que atuou no primeiro semestre de 2026 pelo Nova Iguaçu e atualmente está na equipe Dibrados F.C., da Kings League Brasil.
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Durante a operação, Luiz Gustavo foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos, mas Sidão não foi localizado pelos agentes da PC. Os investigadores da Delegacia do Consumidor (Decon) ainda apreenderam materiais que podem ser integrados aos autos.
Entenda o caso
A Decon está investigando um grupo de apostadores suspeitos de terem lucrado com manipulação de uma partida do Campeonato Carioca de 2026. O jogo suspeito é Portuguesa 1 x 0 Nova Iguaçu, realizado no dia 7 de fevereiro.
Nessa partida da última rodada da primeira fase do Cariocão foram aplicados sete cartões amarelos, mas dois deles chamaram a atenção das autoridades. A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) e a Unidade de Integridade de Futebol da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) receberam alertas de um número incomum de apostas para que o lateral Luiz Gustavo, da Portuguesa, e o zagueiro Sidão, do Nova Iguaçu, recebessem cartões amarelos.
Segundo a Polícia Civil, um grupo pequeno de pessoas apostou cerca de R$ 40 mil (US$ 7.635) nos dois cartões. Os investigados ganharam quase R$ 300 mil (US$ 57.268) com as entradas, um lucro de cerca de 650%. De acordo com os policiais, todas as entradas foram feitas por contas conectadas ao mesmo endereço de IP. Os envolvidos podem ter de responder por estelionato, organização criminosa, corrupção ativa e passiva.
A Lusa carioca chegou a afastar o atleta que está sendo investigado. Já Sidney, o Sidão, não está mais no Nova Iguaçu porque o contrato terminou após a competição estadual e o acordo não foi renovado. Os dois jogadores apontados no alerta de possível manipulação negaram participar de esquemas com com apostadores. Os atletas prestaram depoimentos e, até o momento, não estão entre os investigados do caso.