Patrocínio olímpico: uma estratégia além da visibilidade 

Se há uma lição que ensinamos em nossas disciplinas de marketing no Curso de Administração de Empresas da ESPM é a de que uma marca deve sempre ser colocada em evidência de forma correta em todas as ações de marketing realizadas para um produto ou serviço, independentemente do investimento realizado. 

A razão para isso é simples: gerar exposição, reconhecimento, lembrança e consideração de compra por parte dos consumidores e clientes. 


Para os patrocinadores dos últimos Jogos Olímpicos, que se encerraram no domingo passado (11), em Paris, seguir essa recomendação exigiu bastante trabalho. 

Quem está acostumado a assistir a jogos de futebol, basquete, vôlei e outras modalidades, seja presencialmente ou pela TV, fora do período olímpico, está habituado a ver uma série de painéis com as marcas patrocinadoras ao redor dos campos, quadras e piscinas. Mas notaram que, nos locais onde ocorreram as competições olímpicas, não havia nenhuma marca exposta? 

Isso não é por falta de patrocinadores. Nesta edição, 64 empresas de diversos segmentos adquiriram cotas de patrocínio de diferentes tamanhos, com abrangência que variava do global ao local. 


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Então, por que tantas marcas não apareceram para o mundo, mesmo investindo no patrocínio? 

Uma premissa do Comitê Olímpico Internacional (COI), ratificada por todos os envolvidos, é que, durante as competições, o foco deve ser exclusivamente nos atletas e, por isso, qualquer distração deve ser evitada. 

Você pode estar se perguntando: Então, por que vale a pena investir em algo assim, onde a marca não pode ser exibida? 

As vantagens estão associadas à possibilidade de divulgar nas campanhas de comunicação que a empresa é patrocinadora do evento, realizar ativações durante a competição, como as selfies tiradas nos pódios com um celular da Samsung, promover ações de relacionamento com clientes, convidando-os para as competições, e, em certos casos, como no exemplo da Visa e da Coca-Cola, ter a exclusividade de uso e comercialização dentro das arenas e locais de competição. Sem contar outras ações que podem ser realizadas em locais diferentes, tendo o tema olímpico como pano de fundo. 

Como se pode ver, há muitas opções do que fazer, mas, se nos limitarmos à ideia de que patrocínio significa apenas exposição da marca, essa estratégia não funcionará. 

Outro ponto interessante é o impacto sobre aquelas marcas que não são patrocinadoras, mas estão envolvidas com o esporte, como as empresas de material esportivo, durante uma competição como essa. 

O COI tem uma política extremamente rígida em relação a qualquer tentativa de uma empresa de se apropriar de algum espaço nos Jogos Olímpicos sem ser patrocinadora (o famoso marketing de emboscada). Isso serve para evitar oportunismos e como forma de respeito àqueles que ajudaram a viabilizar o evento. 

No entanto, pudemos observar em Paris algumas iniciativas interessantes que, em momento algum, desrespeitaram essa regra. 

A Le Coq Sportif era a marca de artigos esportivos patrocinadora e detinha os direitos de utilização de imagem e comercialização de produtos dentro das arenas, mas isso não impediu que gigantes como Nike, Adidas e New Balance participassem da festa. 

A Nike promoveu no Centre Pompidou a “Nike Art of Victory”, uma exposição sobre a história do Nike Air, juntamente com uma mostra de calçados desenvolvidos por IA, inspirados nos desejos e na personalidade de alguns atletas, como Vinícius Júnior. 

Já a Adidas organizou o Adidas Ground Paris no Forum des Halles, um espaço voltado à música (considerando que nesta edição dos Jogos tivemos o break como modalidade esportiva), com DJs, apresentações e outras atividades. 

A New Balance, por sua vez, preferiu inundar o metrô parisiense com uma campanha de comunicação com seus atletas olímpicos e não olímpicos, incluindo o nosso Endrick. 

Investir na exposição de marcas pensando de uma forma mais estratégica, especialmente em eventos de grande porte como os Jogos Olímpicos, é muito mais do que só colocar o nome à mostra. É algo que precisa de criatividade, planejamento, entendimento do que o público valoriza e conhecimento das “regras do jogo”.  

Quem faz isso bem, de forma inteligente e ética, consegue aproveitar esses momentos para fortalecer sua imagem, engajar o seu público e criar experiências marcantes com os consumidores, ou seja, ganham uma medalha de ouro!  

Marcelo Paganini de Toledo é supervisor de marketing, professor de gestão e marketing esportivo e coordenador do Squad de Esporte do Eleva, hub de marketing e negócios, no curso de Administração de Empresas da ESPM.

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Investir na exposição de marcas de forma mais estratégica, especialmente em eventos de grande porte, é muito mais do que só colocar o nome à mostra 
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