Paulistão 2026 tem queda de 51,98% na arrecadação e 46,95% no público após mudança de formato

Após as mudanças no calendário nacional definidas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), os Campeonatos Estaduais passaram a concentrar suas disputas em menos datas no primeiro trimestre deste ano. O Campeonato Paulista, encerrado em 8 de março com o título do Palmeiras sobre o Novorizontino, seguiu essa tendência e adotou um formato mais enxuto, com redução no número de jogos ao longo da competição em 2026.

A alteração impactou diretamente os principais indicadores econômicos do torneio. Na comparação com 2025, o Paulistão teve queda de 51,98% na arrecadação, que passou de R$ 87,7 milhões para R$ 42,1 milhões. Também houve recuo de 46,95% no público, de 1,3 milhão para 694,8 mil torcedores.


Embora a redução no número de jogos seja um fator relevante, a retração não se explica apenas pela mudança de formato. A competição também registrou queda na média de público, indicando perda de demanda ao longo do torneio.

A média de torcedores por partida caiu de 12,5 mil em 2025 para 9,9 mil em 2026, uma redução de 22,04%. O dado rompe uma sequência de estabilidade observada nas temporadas anteriores, quando o Estadual manteve médias próximas a 13 mil torcedores por jogo.

Entre 2023 e 2025, o Paulistão operou com 104 partidas por edição e apresentou um crescimento gradual na arrecadação, que saiu de R$ 71,7 milhões em 2023 para R$ 78,08 milhões em 2024, e atingiu R$ 87,7 milhões em 2025. No mesmo período, o público total se manteve estável acima da marca de 1,3 milhão de torcedores.


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A mudança para 72 jogos em 2026 representou uma ruptura nesse modelo. A redução de 30,8% no número de partidas diminuiu o volume total de bilheteria disponível, mas a queda mais acentuada nos indicadores mostra que o impacto não foi apenas matemático.

Na média por jogo, a arrecadação também recuou. O valor passou de R$ 843 mil por partida em 2025 para R$ 602 mil em 2026, uma queda de 28,58%. Ou seja, além de menos jogos, cada partida passou a gerar menos receita.

Em relação às despesas totais dos jogos, após um crescimento contínuo até 2025, quando atingiram R$ 30,6 milhões no total, os custos caíram para R$ 17,9 milhões em 2026. A redução, porém, foi menor que a da receita. Na média por jogo, as despesas passaram de R$ 294 mil para R$ 256 mil, recuo de 12,92%.

Com isso, o resultado final do torneio também perdeu força. O líquido a receber caiu de R$ 54,3 milhões em 2025 para R$ 25,8 milhões em 2026, retração de 52,4%. Na média por partida, o valor passou de R$ 527 mil para R$ 392 mil, queda de 25,61%.

A combinação entre menos jogos e menor desempenho médio evidencia que o novo formato não apenas reduziu a escala do Paulistão, mas também diminuiu sua eficiência econômica.

Na prática, o Estadual passou a depender mais de partidas específicas para sustentar receita, concentrando valor nos clássicos e nas fases decisivas, sem conseguir manter o mesmo nível de mobilização ao longo da competição.

O movimento acompanha a reorganização do calendário do futebol brasileiro, que busca reduzir datas dos Estaduais para acomodar competições nacionais e internacionais. Nesse novo cenário, os torneios regionais deixaram de operar como produtos de volume e passaram a exigir maior eficiência comercial por jogo para sustentar relevância e geração de receita.

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Por fim, para aqueles que possam apontar que o problema foi ter um time de maior expressão contra um de menor expressão na fase final da competição, é bom relembrar que, em 2023, Palmeiras e Água Santa disputaram o título, com mais de 64 mil torcedores na soma dos jogos e arrecadação superior a R$ 5,7 milhões. Um cenário bem distinto em relação à atração de apenas pouco mais de 36 mil torcedores em 2026, arrecadando um valor bruto de R$ 3,2 milhões (valor menor do que a renda líquida gerada em 2023).

Em contrapartida, as transmissões do Campeonato Paulista 2026 na Record atingiram a marca de 257,9 milhões de visualizações, o que representou um aumento de 37% em relação aos 187 milhões registrados no ano passado.

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Novo modelo reduziu escala do torneio e ampliou a dependência de jogos de maior apelo comercial
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