Com mais de 25 milhões de apostadores, setor regulado mostra concentração entre adultos jovens, múltiplas contas por usuário e baixa tolerância a falhas nos pagamentos.
A consolidação do mercado de apostas de quota fixa no Brasil, que há um ano atua de forma regulada, começa a oferecer um retrato mais preciso sobre quem são os apostadores brasileiros e como eles se comportam dentro das plataformas digitais.
Dados oficiais da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, aliados a pesquisas independentes do setor privado, revelam um público numeroso, majoritariamente jovem-adulto, altamente conectado e cada vez mais sensível à experiência digital, especialmente no que diz respeito aos meios de pagamento.
Um mercado com milhões de jogadores e ainda mais contas
Segundo o Panorama Periódico do Mercado Regulamentado, divulgado pela SPA, 25.245.319 CPFs únicos realizaram apostas de quota fixa no Brasil ao longo de 2025. Em paralelo, o sistema registra 87.671.439 contas ativas em operadores e 100.775.427 contas ativas nas marcas (bets), o que revela a manutenção de múltiplos cadastros por um mesmo usuário.
Veja também: Brasil fecha 2025 com 183 sites legalizados; confira a lista
A relação entre CPF único e número de operadores reforça esse comportamento. De acordo com a SPA, 48% dos apostadores concentram suas apostas em apenas um operador, enquanto 52% mantêm contas em dois ou mais operadores. Dentro desse grupo, 18% apostam em dois operadores, 9,5% em três, e 24,5% possuem contas em quatro ou mais operadores, o que indica forte circulação dos usuários entre plataformas.
Perfil etário: apostas concentradas em adultos jovens
A análise por faixa etária mostra que o mercado regulado brasileiro é fortemente impulsionado por adultos jovens e de meia-idade. A distribuição dos apostadores por idade é a seguinte:
- Até 24 anos: 22,7%
- 25 a 30 anos: 22,7%
- 31 a 40 anos: 28,6%
- 41 a 50 anos: 16,7%
- 51 a 60 anos: 6,6%
- 61 a 70 anos: 2,0%
- Acima de 70 anos: 0,7%
Na prática, 74% dos apostadores têm até 40 anos, o que reforça o caráter digital do setor e sua forte adesão entre usuários em idade economicamente ativa.
Gênero: maioria masculina, e forte presença das mulheres
Os dados cadastrais da SPA também detalham a distribuição dos apostadores por gênero informado, considerando CPFs únicos. Segundo o levantamento, 68,3% dos apostadores se identificam como homens, enquanto 31,7% se identificam como mulheres.
Embora o público masculino ainda seja majoritário, a participação feminina representa quase um terço da base de apostadores, indicando que o mercado regulado de apostas no Brasil não é exclusivamente dos homens e apresenta um perfil mais diverso do que o tradicionalmente associado ao setor.
Pagamentos como fator decisivo na escolha da plataforma
Em complemento aos dados oficiais, uma pesquisa da OKTO, fintech global especializada em soluções de pagamento digital, mostra que os meios de pagamento exercem papel central no comportamento do apostador brasileiro.
Segundo o estudo, para 51,7% dos usuários de bets, os métodos de pagamento são um fator primordial na escolha da plataforma, enquanto 42,4% afirmam que, mesmo priorizando outras funcionalidades, sempre verificam as opções disponíveis.
A pesquisa também aponta baixa tolerância a atrasos nos depósitos. Para 41,4% dos usuários, um atraso superior a 30 segundos já leva ao abandono da transação. Outros 40,4% não toleram esperar mais de um minuto.
Nos últimos 12 meses, 94,6% dos entrevistados abandonaram depósitos ao menos uma vez devido à lentidão ou complexidade do processo. Quando isso ocorre, 42,4% tentam novamente mais tarde, 28,6% abandonam completamente a atividade e 18,7% permanecem na plataforma, mas trocam o método de pagamento.
Leonardo Chaves, General Manager LATAM da OKTO PAYMENTS, destaca que “os dados no Brasil mostram com clareza que os pagamentos deixaram de ser apenas um elemento operacional e passaram a ter peso direto na escolha e na fidelização das plataformas. Mais da metade dos apostadores brasileiros já vê os meios de pagamento como um critério central de decisão, e a tolerância a qualquer atrito é muito baixa: mais de 80% desistem de um depósito se ele leva mais de um minuto. Isso reflete uma mudança de comportamento mais ampla no país, impulsionada pelo uso massivo do celular e por conexões rápidas, que criaram uma lógica de ‘agora ou nunca’”.
“Hoje, pagamentos instantâneos não são mais um diferencial, mas uma expectativa básica, o que ajuda a explicar por que soluções como o Pix continuam crescendo a taxas de dois dígitos ao ano e estabelecendo novos padrões de velocidade, conveniência e confiança nas transações digitais”, conclui o executivo.
Um mercado jovem, multiplataforma e exigente
A combinação dos dados da SPA com a pesquisa da OKTO revela um mercado formado por apostadores jovens, multiplataforma e altamente exigentes em relação à experiência digital. Ainda assim, 52,7% dos usuários avaliam que as plataformas não se adaptam plenamente às preferências de suas gerações, o que aponta espaço para evolução tecnológica, regulatória e operacional.
Com mais de 25 milhões de apostadores, setor regulado mostra concentração entre adultos jovens, múltiplas contas por usuário e baixa tolerância a falhas nos pagamentos.
A consolidação do mercado de apostas de quota fixa no Brasil, que há um ano atua de forma regulada, começa a oferecer um retrato mais preciso sobre quem são os apostadores brasileiros e como eles se comportam dentro das plataformas digitais.
Dados oficiais da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, aliados a pesquisas independentes do setor privado, revelam um público numeroso, majoritariamente jovem-adulto, altamente conectado e cada vez mais sensível à experiência digital, especialmente no que diz respeito aos meios de pagamento.
Um mercado com milhões de jogadores e ainda mais contas
Segundo o Panorama Periódico do Mercado Regulamentado, divulgado pela SPA, 25.245.319 CPFs únicos realizaram apostas de quota fixa no Brasil ao longo de 2025. Em paralelo, o sistema registra 87.671.439 contas ativas em operadores e 100.775.427 contas ativas nas marcas (bets), o que revela a manutenção de múltiplos cadastros por um mesmo usuário.
Veja também: Brasil fecha 2025 com 183 sites legalizados; confira a lista
A relação entre CPF único e número de operadores reforça esse comportamento. De acordo com a SPA, 48% dos apostadores concentram suas apostas em apenas um operador, enquanto 52% mantêm contas em dois ou mais operadores. Dentro desse grupo, 18% apostam em dois operadores, 9,5% em três, e 24,5% possuem contas em quatro ou mais operadores, o que indica forte circulação dos usuários entre plataformas.
Perfil etário: apostas concentradas em adultos jovens
A análise por faixa etária mostra que o mercado regulado brasileiro é fortemente impulsionado por adultos jovens e de meia-idade. A distribuição dos apostadores por idade é a seguinte:
- Até 24 anos: 22,7%
- 25 a 30 anos: 22,7%
- 31 a 40 anos: 28,6%
- 41 a 50 anos: 16,7%
- 51 a 60 anos: 6,6%
- 61 a 70 anos: 2,0%
- Acima de 70 anos: 0,7%
Na prática, 74% dos apostadores têm até 40 anos, o que reforça o caráter digital do setor e sua forte adesão entre usuários em idade economicamente ativa.
Gênero: maioria masculina, e forte presença das mulheres
Os dados cadastrais da SPA também detalham a distribuição dos apostadores por gênero informado, considerando CPFs únicos. Segundo o levantamento, 68,3% dos apostadores se identificam como homens, enquanto 31,7% se identificam como mulheres.
Embora o público masculino ainda seja majoritário, a participação feminina representa quase um terço da base de apostadores, indicando que o mercado regulado de apostas no Brasil não é exclusivamente dos homens e apresenta um perfil mais diverso do que o tradicionalmente associado ao setor.
Pagamentos como fator decisivo na escolha da plataforma
Em complemento aos dados oficiais, uma pesquisa da OKTO, fintech global especializada em soluções de pagamento digital, mostra que os meios de pagamento exercem papel central no comportamento do apostador brasileiro.
Segundo o estudo, para 51,7% dos usuários de bets, os métodos de pagamento são um fator primordial na escolha da plataforma, enquanto 42,4% afirmam que, mesmo priorizando outras funcionalidades, sempre verificam as opções disponíveis.
A pesquisa também aponta baixa tolerância a atrasos nos depósitos. Para 41,4% dos usuários, um atraso superior a 30 segundos já leva ao abandono da transação. Outros 40,4% não toleram esperar mais de um minuto.
Nos últimos 12 meses, 94,6% dos entrevistados abandonaram depósitos ao menos uma vez devido à lentidão ou complexidade do processo. Quando isso ocorre, 42,4% tentam novamente mais tarde, 28,6% abandonam completamente a atividade e 18,7% permanecem na plataforma, mas trocam o método de pagamento.
Leonardo Chaves, General Manager LATAM da OKTO PAYMENTS, destaca que “os dados no Brasil mostram com clareza que os pagamentos deixaram de ser apenas um elemento operacional e passaram a ter peso direto na escolha e na fidelização das plataformas. Mais da metade dos apostadores brasileiros já vê os meios de pagamento como um critério central de decisão, e a tolerância a qualquer atrito é muito baixa: mais de 80% desistem de um depósito se ele leva mais de um minuto. Isso reflete uma mudança de comportamento mais ampla no país, impulsionada pelo uso massivo do celular e por conexões rápidas, que criaram uma lógica de ‘agora ou nunca’”.
“Hoje, pagamentos instantâneos não são mais um diferencial, mas uma expectativa básica, o que ajuda a explicar por que soluções como o Pix continuam crescendo a taxas de dois dígitos ao ano e estabelecendo novos padrões de velocidade, conveniência e confiança nas transações digitais”, conclui o executivo.
Um mercado jovem, multiplataforma e exigente
A combinação dos dados da SPA com a pesquisa da OKTO revela um mercado formado por apostadores jovens, multiplataforma e altamente exigentes em relação à experiência digital. Ainda assim, 52,7% dos usuários avaliam que as plataformas não se adaptam plenamente às preferências de suas gerações, o que aponta espaço para evolução tecnológica, regulatória e operacional.
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