A corrida de rua caminhou em direção à massificação no Brasil em 2025. De acordo com a segunda edição do estudo “Por Dentro do Corre”, realizado pela Olympikus em parceria com a consultoria Box1824, o país conta agora com 15 milhões de corredores.
O volume representa um acréscimo de 2 milhões de novos praticantes em relação a 2024, consolidando um crescimento de 15% em 12 meses. A taxa supera o crescimento populacional global no mesmo período, que foi de 0,9%.
Os dados, coletados em novembro de 2025 com 1.179 entrevistados de todas as regiões do país, indicam uma mudança estrutural no perfil demográfico da modalidade. A base de praticantes atingiu o equilíbrio de gênero, com distribuição exata de 50% para homens e 50% para mulheres.
Geograficamente, a atividade ainda se concentra no Sudeste, que abriga metade dos corredores. No recorte racial, a comunidade se mostra plural: o levantamento aponta que 43% dos corredores se declaram brancos, 36% pardos e 10% pretos.
Protagonismos
A participação da Classe C saltou de 36% para 43% em um ano, um sinal da democratização do acesso ao esporte. Simultaneamente, houve um rejuvenescimento na média de idade dos praticantes, que caiu de 37 para 34 anos.
Esse movimento foi impulsionado pela faixa etária entre 18 e 24 anos, cuja representatividade subiu de 12% para 20% do total de corredores.
As mulheres foram as principais responsáveis pela entrada de novos adeptos. Enquanto 38% dos homens começaram a correr há menos de um ano, entre o público feminino esse índice foi de 56%, sendo que quase um terço delas iniciou a prática nos últimos seis meses.
“A corrida no Brasil está de cara nova. A pesquisa ‘Por Dentro do Corre’ mostra que ela deixou de ser um esporte focado apenas em performance e passou a fazer parte da vida real das pessoas. Hoje, correr é sobre pertencimento e bem-estar. O crescimento da presença da Classe C, dos jovens e das mulheres entre os corredores reforça esse movimento de democratização. A corrida está mais acessível, mais diversa e cada vez mais conectada com o cotidiano do brasileiro”, comentou Márcio Callage, diretor de marketing da Olympikus.
Em termos de preferência nacional, a corrida se consolidou como a quarta atividade física mais praticada no Brasil, com 14% da preferência, posicionando-se atrás da caminhada, da musculação e do futebol, mas superando o ciclismo. Contudo, o comportamento em relação aos treinos sofreu alterações. A frequência média semanal de treinamentos recuou de 3,4 vezes para 1,8, um reflexo da entrada de iniciantes que ainda ajustam a rotina esportiva. Em contrapartida, a distância média percorrida semanalmente aumentou de 9,2km para 10,6km, puxada pelos veteranos.
Comunidades
O aspecto social também ganhou relevância. Houve uma redução de 8 pontos percentuais no número de corredores que praticam a atividade de forma solitária, indicando maior adesão a grupos e assessorias esportivas.
Esses espaços, antes vistos majoritariamente como ambientes de acolhimento, passaram a ser procurados também como vetores de evolução técnica e performance.
O interesse por provas oficiais acompanhou essa tendência, com 29% dos corredores tendo participado de algum evento em 2025, um aumento real de participação em comparação ao ano anterior.
Barreiras
A questão da segurança pública afeta desproporcionalmente o público feminino: 32% das mulheres citam o medo como um obstáculo para correr na rua, contra 25% dos homens.
Esse fator influencia a escolha dos locais de treino, levando uma parcela significativa dos praticantes para ambientes controlados, como as academias.
“De um ano para o outro, a corrida deixou de ser apenas um fenômeno de crescimento e passou a revelar suas complexidades. Ela está mais diversa, mais jovem e mais democrática, mas também mais pressionada por performance e expectativas”, afirmou Luisa Von Muhlen, diretora-executiva de estratégia da Box1824.
“O dado mais impactante é que a corrida entrou definitivamente no ‘mainstream’ e agora vem encontrando formas de se sustentar culturalmente no longo prazo, como, por exemplo, através de uma prática mais coletiva e social, que é a cara do Brasil”, concluiu.
Para ter acesso ao levantamento completo, basta clicar aqui.
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Batizado de “Por Dentro do Corre”, levantamento feito por Olympikus e Box1824 mapeou o universo do running no país em 2025
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