As classes mais ricas costumam ver os jogos mais como diversão, já as mais pobres como uma opção de conseguir dinheiro para pagar as contas.
Uma pesquisa conduzida pelas antropólogas Patrícia Araújo e Jullyane Cardoso traçou os perfis dos apostadores no Brasil e constatou que há uma parte dos jogadores que encaram as apostas esportivas como uma forma de ampliar a renda.
De acordo com o que publicou o Valor, a pesquisa de caráter qualitativo conversou com 60 pessoas e analisou mais de 5 mil menções em redes sociais para entender o comportamento do brasileiro em relação às apostas. O levantamento vem acontecendo há cerca de seis meses.
“Já havia algum aprendizado de pesquisas anteriores de que aposta não é só diversão, você encontra também pessoas usando como complemento de renda ou até como renda principal. As plataformas foram desenhadas para capturar nossa atenção, não para informar. Há um colorido, um sol que faz a pessoa continuar na plataforma e perder a noção do tempo”, disse Araújo ao apresentar os resultados da pesquisa em um evento de educação financeira em São Paulo.
Veja também: Bets na palma da mão: 98,7% dos acessos a plataformas de igaming no Brasil são em celulares
Sobre a participação feminina no mercado de apostas, as pesquisadoras constataram que o comportamento, de uma forma geral, é diferente do masculino. “Para as mulheres é uma experiência mais solitária, muitas vezes para complemento de renda para dar um presente para o filho, para a nora, é mais doméstica”, explicou Cardoso.
Para os homens, a experiência de apostas esportivas é mais coletiva e se mistura com o conhecimento sobre times e campeonatos de futebol. “É o dinheiro que o apostador usaria para tomar uma cerveja, não o do orçamento doméstico“, complementa Cardoso.
Em relação às classes sociais, também existem diferenças na hora de apostar. Para as classes A e B, as apostas estão mais para o campo de diversão, já para as classes D e E, a prática é encarada como um complemento do orçamento das famílias. “Num contexto de emprego em que não se tem renda fixa ou tem uma renda mais apertada, a frequência das apostas é parecida, mas a narrativa é outra”, disse Araújo.
De acordo com o levantamento, existem quatro perfis de apostadores:
- “Adeptos da fortuna”: pessoas que jogam acreditando que um dia a sorte virá. As mulheres têm mais esse perfil e preferem slots
- “Expert da realidade”: apostam com método, análise e cálculos para “vencer o sistema”. Os homens são maioria e preferem apostas esportivas
- “Matadores de leões”: aqueles que apostam para conseguir um dinheiro extra para pagar as contas
- “Caçadores de emoções”: jogam pelo desafio e pela adrenalina
Segundo Araújo, o universo das apostas esportivas e cassino online é uma realidade do povo brasileiro, com as plataformas sendo atrativas por conta do acesso rápido e fácil. “Tem a ver com o nosso tempo na internet, das coisas se acelerando. Temos que entender o fenômeno, como vai ser observar esse campo e como se alcança o pessoal além do movimento que ‘não é legal jogar, cuidado como joga’, mas como auxiliar este público a se relacionar de maneira mais saudável com a aposta”, concluiu.
As classes mais ricas costumam ver os jogos mais como diversão, já as mais pobres como uma opção de conseguir dinheiro para pagar as contas.
Uma pesquisa conduzida pelas antropólogas Patrícia Araújo e Jullyane Cardoso traçou os perfis dos apostadores no Brasil e constatou que há uma parte dos jogadores que encaram as apostas esportivas como uma forma de ampliar a renda.
De acordo com o que publicou o Valor, a pesquisa de caráter qualitativo conversou com 60 pessoas e analisou mais de 5 mil menções em redes sociais para entender o comportamento do brasileiro em relação às apostas. O levantamento vem acontecendo há cerca de seis meses.
“Já havia algum aprendizado de pesquisas anteriores de que aposta não é só diversão, você encontra também pessoas usando como complemento de renda ou até como renda principal. As plataformas foram desenhadas para capturar nossa atenção, não para informar. Há um colorido, um sol que faz a pessoa continuar na plataforma e perder a noção do tempo”, disse Araújo ao apresentar os resultados da pesquisa em um evento de educação financeira em São Paulo.
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Sobre a participação feminina no mercado de apostas, as pesquisadoras constataram que o comportamento, de uma forma geral, é diferente do masculino. “Para as mulheres é uma experiência mais solitária, muitas vezes para complemento de renda para dar um presente para o filho, para a nora, é mais doméstica”, explicou Cardoso.
Para os homens, a experiência de apostas esportivas é mais coletiva e se mistura com o conhecimento sobre times e campeonatos de futebol. “É o dinheiro que o apostador usaria para tomar uma cerveja, não o do orçamento doméstico“, complementa Cardoso.
Em relação às classes sociais, também existem diferenças na hora de apostar. Para as classes A e B, as apostas estão mais para o campo de diversão, já para as classes D e E, a prática é encarada como um complemento do orçamento das famílias. “Num contexto de emprego em que não se tem renda fixa ou tem uma renda mais apertada, a frequência das apostas é parecida, mas a narrativa é outra”, disse Araújo.
De acordo com o levantamento, existem quatro perfis de apostadores:
- “Adeptos da fortuna”: pessoas que jogam acreditando que um dia a sorte virá. As mulheres têm mais esse perfil e preferem slots
- “Expert da realidade”: apostam com método, análise e cálculos para “vencer o sistema”. Os homens são maioria e preferem apostas esportivas
- “Matadores de leões”: aqueles que apostam para conseguir um dinheiro extra para pagar as contas
- “Caçadores de emoções”: jogam pelo desafio e pela adrenalina
Segundo Araújo, o universo das apostas esportivas e cassino online é uma realidade do povo brasileiro, com as plataformas sendo atrativas por conta do acesso rápido e fácil. “Tem a ver com o nosso tempo na internet, das coisas se acelerando. Temos que entender o fenômeno, como vai ser observar esse campo e como se alcança o pessoal além do movimento que ‘não é legal jogar, cuidado como joga’, mas como auxiliar este público a se relacionar de maneira mais saudável com a aposta”, concluiu.
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