Um novo levantamento conduzido pela Ipsos para o American Institute for Boys and Men (AIBM) expôs uma profunda desconexão entre o posicionamento corporativo das plataformas de mercados de previsão e a percepção do público americano.
Embora essas empresas estruturem seus discursos em torno de investimentos financeiros, 61% dos americanos consideram a atividade como jogos de apostas, contra apenas 8% que a enxergam como investimento legítimo.
O estudo, que entrevistou 2.363 adultos, revela que a conscientização geral sobre essas plataformas ainda é baixa, mas o ceticismo quanto à sua integridade estrutural é altíssimo.
Por que a percepção de risco e o temor de fraudes dominam o setor
Os dados evidenciam uma crise de confiança operacional.
Apenas 9% do público geral (e 27% dos usuários ativos) confiam que os mercados de previsão conseguem bloquear o lucro indevido de indivíduos com informações privilegiadas (insider trading).
Jonathan Cohen, líder de políticas do AIBM, destacou que a ampla maioria dos usuários já assume que a manipulação de informações está “embutida” no ecossistema das plataformas.
“70% das pessoas que usam as plataformas não estão totalmente convencidas de que não exista algum nível de insider trading (uso de informações privilegiadas)”, explica.
Dessa forma, além do risco de corrupção, 91% dos americanos familiarizados com os contratos de eventos os classificam como ferramentas financeiramente arriscadas.
Embora pouco comum entre o público geral, o uso dessas plataformas é alto entre homens de 18 a 24 anos: 26% deles acessaram sites de apostas ou previsões nos últimos seis meses.
Simultaneamente, somente 4% da população acredita que esse mercado gera algum impacto positivo para a sociedade.
A urgência regulatória e a janela de oportunidade para o mercado
Diante desse cenário de desconfiança, a pesquisa mapeou as preferências regulatórias.
A maioria dos entrevistados defende que o Estado fiscalize os mercados de previsão com o mesmo rigor aplicado aos jogos de apostas (59%) ou aos investimentos tradicionais (52%).
Enquanto 66% rejeitam veementemente a desregulamentação total, apenas 25% apoiam um banimento absoluto das operações.
Cohen alerta ainda que a narrativa regulatória desse nicho permanece em branco.
Diferente das apostas esportivas, que escalaram mais rápido do que a criação de marcos de proteção ao consumidor, legisladores e agentes da indústria possuem agora uma oportunidade rara de moldar as regras de compliance antes da adoção em massa.
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