Plataformas de apostas online faturaram R$ 17,4 bilhões no primeiro semestre, afirma SPA

Segundo a Secretária de Prêmios e Apostas, são mais de 17 milhões de apostadores no país.


Regis Dudena, titular da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, divulgou um balanço do primeiro semestre do mercado regulado de apostas de quota fixa no Brasil. De acordo com o secretário, as empresas do setor faturaram mais de R$ 17,4 bilhões (US$ 3,2 bi) nos seis primeiros meses do ano.

Em entrevista ao podcast C-Level, da Folha de S.Paulo, Dudena afirmou que, de janeiro a junho, 17,7 milhões de brasileiros apostaram. 71,1% desses apostadores foram homens. Segundo o secretário, os jogadores ativos têm uma média de R$ 164 (US$ 30,18) de gasto com apostas por mês.

A maior parte dos apostadores está na faixa etária de 31 a 40 anos, correspondendo a 27,8% dos usuários de plataformas de igaming no país.


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Veja também: Receita Federal publica balanço atualizado de arrecadação com impostos das bets; veja o valor

O secretário da SPA afirmou que “houve um crescimento descontrolado” dos jogos online durante o período em que a atividade foi legalizada, mas não regulamentada. Agora, o estado brasileiro estaria “tomou o controle de volta deste setor”. “O descontrole que houve de 2019 a 2022 é muito responsável por problemas que vivenciamos hoje. Nos cabe agora limpar a casa. A gente precisa resolver essa bagunça”, disse Regis.

O titular da Secretaria de Prêmios e Apostas explicou como funciona a dinâmica de uma plataforma de apostas. “O apostador entra, faz um depósito e, a partir desse depósito, ele aposta. A média de retorno, ou daquilo que você ganha quando aposta, é em torno de 90% a 93%. Você perde a diferença disso [7%]. O que a população tem que entender quando se engaja em uma atividade de aposta? Você vai perder o dinheiro. A tendência é que você perca o dinheiro”, disse.

Regis aproveitou ainda para comentar a importância da divulgação de dados sobre quantidade de jogadores e os perfis desses apostadores. “Esses dados regulatórios também vão servir para alimentar o Sistema Único de Saúde para que o sistema consiga se preparar para a recepção de apostadores com problemas de saúde relacionados ao vício no jogo”. O secretário explicou ainda que o Ministério da Fazenda está desenvolvendo uma ferramenta para impedir que apostadores usem recursos do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Dudena comentou ainda sobre a possibilidade de mais restrições nas publicidades das casas de apostas. “A publicidade é muito relevante para a distinção de casas de apostas autorizadas e não autorizadas. Uma restrição absoluta de publicidade, eu não veria com bons olhos nesse momento. Não se pode falar que você vai ficar rico, vai ter sucesso social. Que você vai ter complementação de renda. Isso é proibido”, disse.

“A exposição de atletas, por exemplo, no ambiente, se for algo que a gente reconheça como não desejável, eventualmente a gente vai restringir. Se a atuação de pessoas públicas tenha que ser restringida, eventualmente vai restringir. O que a gente não pode? Querer fazer tudo de uma vez ao mesmo tempo”, complementou.

Segundo a Secretária de Prêmios e Apostas, são mais de 17 milhões de apostadores no país.

Regis Dudena, titular da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, divulgou um balanço do primeiro semestre do mercado regulado de apostas de quota fixa no Brasil. De acordo com o secretário, as empresas do setor faturaram mais de R$ 17,4 bilhões (US$ 3,2 bi) nos seis primeiros meses do ano.

Em entrevista ao podcast C-Level, da Folha de S.Paulo, Dudena afirmou que, de janeiro a junho, 17,7 milhões de brasileiros apostaram. 71,1% desses apostadores foram homens. Segundo o secretário, os jogadores ativos têm uma média de R$ 164 (US$ 30,18) de gasto com apostas por mês.

A maior parte dos apostadores está na faixa etária de 31 a 40 anos, correspondendo a 27,8% dos usuários de plataformas de igaming no país.

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O secretário da SPA afirmou que “houve um crescimento descontrolado” dos jogos online durante o período em que a atividade foi legalizada, mas não regulamentada. Agora, o estado brasileiro estaria “tomou o controle de volta deste setor”. “O descontrole que houve de 2019 a 2022 é muito responsável por problemas que vivenciamos hoje. Nos cabe agora limpar a casa. A gente precisa resolver essa bagunça”, disse Regis.

O titular da Secretaria de Prêmios e Apostas explicou como funciona a dinâmica de uma plataforma de apostas. “O apostador entra, faz um depósito e, a partir desse depósito, ele aposta. A média de retorno, ou daquilo que você ganha quando aposta, é em torno de 90% a 93%. Você perde a diferença disso [7%]. O que a população tem que entender quando se engaja em uma atividade de aposta? Você vai perder o dinheiro. A tendência é que você perca o dinheiro”, disse.

Regis aproveitou ainda para comentar a importância da divulgação de dados sobre quantidade de jogadores e os perfis desses apostadores. “Esses dados regulatórios também vão servir para alimentar o Sistema Único de Saúde para que o sistema consiga se preparar para a recepção de apostadores com problemas de saúde relacionados ao vício no jogo”. O secretário explicou ainda que o Ministério da Fazenda está desenvolvendo uma ferramenta para impedir que apostadores usem recursos do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Dudena comentou ainda sobre a possibilidade de mais restrições nas publicidades das casas de apostas. “A publicidade é muito relevante para a distinção de casas de apostas autorizadas e não autorizadas. Uma restrição absoluta de publicidade, eu não veria com bons olhos nesse momento. Não se pode falar que você vai ficar rico, vai ter sucesso social. Que você vai ter complementação de renda. Isso é proibido”, disse.

“A exposição de atletas, por exemplo, no ambiente, se for algo que a gente reconheça como não desejável, eventualmente a gente vai restringir. Se a atuação de pessoas públicas tenha que ser restringida, eventualmente vai restringir. O que a gente não pode? Querer fazer tudo de uma vez ao mesmo tempo”, complementou.

  


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