Faltando cerca de quatro meses para o início da proibição do patrocínio máster de casas de apostas na Premier League, os times menores da principal divisão profissional do futebol inglês correm contra o tempo para conseguirem equilibrar suas finanças.
Segundo uma estimativa feita pelo jornal britânico The Guardian, o banimento das bets dos espaços principais das camisas dos times ingleses poderá gerar uma perda coletiva de £ 80 milhões, que afetará diretamente as equipes consideradas pequenas.
Hoje, 12 clubes ainda não assinaram contrato de patrocínio máster para a temporada 2026/2027, que terá início em 22 de agosto deste ano (e que é quando passará a valer a proibição). Destes, nove sequer conseguiram garantir propostas de interessados em ocupar o espaço na frente da camisa.
Para os clubes considerados grandes, a nova regra (que é uma decisão voluntária da Premier League, em meio a crescentes discussões ocorridas na sociedade britânica sobre os limites a serem impostos ao setor de apostas) não trará qualquer impacto, já que todos contam com acordos de dezenas de milhões de libras esterlinas, firmados com empresas de projeção global.
Manchester United, Liverpool, Arsenal e Manchester City são patrocinados, respectivamente, por Snapdragon, Standard Chartered, Emirates e Etihad Airways, em contratos que variam de £ 40 milhões a £ 60 milhões ao ano.
Além disso, eles seguem livres para firmar acordos com bets, que não envolvem necessariamente a exposição na camisa. É o caso do contrato que o Arsenal a Betway firmaram em 2023, com foco nos painéis de led do Emirates Stadium e plataformas digitais do clube de Londres.
Dos times mais endinheirados da Premier League, o Tottenham tem contrato com a AIA, de £ 40 milhões anuais, que irá expirar no fim da próxima temporada.
As situações mais complexas são as de Chelsea (atual campeão da Copa do Mundo de Clubes) e Newcastle (que tem investimentos da Arábia Saudita), pois ambos possuem contratos de curta duração para patrocínio máster, que chegarão ao fim nesta temporada.
Em 2023, vale lembrar, o Chelsea teve o acordo com a casa de apostas Stake (que, posteriormente, deixou de atuar no Reino Unido) cancelado após pressão feita por seus torcedores.
Leeds, com Red Bull, e Brighton & Hove Albion, com American Express, mesmo não estando no pelotão de elite da Premier League, estão entre os clubes que já conseguiram superar a dependência das apostas na Inglaterra.
Propostas menos vantajosas
Nos últimos anos, as casas de apostas se converteram numa fonte fácil de renda para os times menores da Premier League, sobretudo por conta das empresas sediadas em países asiáticos e que se dispunham a pagar somas expressivas para terem suas marcas expostas nas camisas dos times da liga mais badalada do futebol mundial.
Com o banimento das marcas no espaço principal do uniforme, os clubes têm sido obrigados a buscar alternativas, mas as propostas têm sido menos vantajosas.
De acordo com o The Guardian, o cenário atual é de queda de 50% nos valores oferecidos para patrocínios de camisa na Premier League (fora do universo dos seis times maiores).
Uma solução encontrada por algumas equipes como Everton e West Ham tem sido transferir seus atuais patrocinadores de apostas, Stake e Boyle Sports, para as mangas das camisas.
O Everton e o Fullham são os raros casos de times que conseguiram elevar (ainda que de maneira tímida) os valores que irão receber no patrocínio máster. As equipes devem fechar com o CMC, que atua no mercado de câmbio.
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Marcas do setor estarão banidas do espaço principal das camisas das equipes da primeira divisão inglesa, a partir do segundo semestre deste ano
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