Pressão de investidor sobre clubes aprofunda dissidências no FFU

Às vésperas da reunião que pode marcar o início do debate sobre a criação da liga unificada no Brasil (que será realizada no Rio de Janeiro (RJ), no próximo dia 6 de abril), o Futebol Forte União (FFU) vê suas dissidências internas se aprofundarem, em meio a crescentes pressões dos investidores sobre alguns clubes.

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Nesta semana, a Máquina do Esporte obteve acesso a prints de mensagens enviadas a dirigentes de equipes do bloco por Rafael Galvão, apontado como funcionário de Carlos Gamboa, fundador e sócio da Life Capital Partners (LCP). As imagens não serão publicadas para não expor os entrevistados.

A gestora de fundos de capital é controladora da Sport Media, investidora do FFU e que detém 20% das ações do Condomínio Forte União. A empresa também adquiriu percentuais dos direitos comerciais e de mídia de clubes do bloco pelo período de 50 anos.

Três dirigentes conversaram com a reportagem sob condição de anonimato, mas confirmaram o conteúdo da troca de mensagens, em que Galvão condiciona a realização de repasses financeiros aos clubes, que precisam ocorrer ao fim de cada mês, à assinatura em atas e demais documentos internos do Condomínio.


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Nos três casos, a mensagem de Galvão trazia um texto padrão: “Estamos programando o pagamento da parcela de [mês em questão], porém identificamos que ainda constam pendências de assinatura em documentos”.

Em uma das conversas, ele afirma a um dos dirigentes que “(…) somente estamos autorizados a realizar repasses aos clubes que estejam com todas as assinaturas devidamente regularizadas”.

Nas outras duas trocas de mensagem, Galvão pede aos cartolas que verifiquem “(…) as assinaturas pendentes para que possamos dar sequência ao pagamento”.

Revolta

Um dos dirigentes ouvidos pela reportagem classificou a situação como absurda.

“Querem que concordemos com todas as coisas que eles fazem, para receber um dinheiro que é nosso”, afirmou.

O FFU realizou a negociação coletiva dos direitos comerciais e de mídia dos times do bloco. O recurso que está sendo condicionado à assinatura nos documentos tem a ver com esses contratos.

“Os clubes têm de ser respeitados. Eles [Life Capital Partners e Sport Media] são apenas investidores, e de uma parte minoritária. Não podem querer nos controlar”, disse o mesmo dirigente.

Um outro gestor ouvido pela Máquina do Esporte afirmou que esse tipo de abordagem tornou-se algo frequente dentro do Condomínio em tempos recentes.

“Todo fim de mês, quando precisam fazer os repasses, isso acontece. Se houver alguma pendência em assinatura, o clube corre o risco de ficar sem recurso. Mas esse dinheiro é nosso e não deveria estar associado a assinatura ou concordância com atos administrativos”, criticou.

Um terceiro dirigente classificou a relação como uma forma de “quase coação”.

“A Liga [Forte União, que originou o FFU] foi criada para representar os clubes, que hoje não estão sendo valorizados”, enfatizou.

Amazonas

Uma reportagem publicada neste fim de semana pelo portal Metrópoles mostra que o Amazonas também estaria sofrendo pressão por parte dos investidores do FFU.

Segundo o site, Bruno Henrique Pimenta da Silva, CEO da Sport Media, teria enviado mensagens via WhatsApp para dirigentes do clube da Região Norte, pressionando para que eles desistam da ação judicial movida contra o FFU.

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Nesse caso, o executivo teria acenado com possíveis retaliações financeiras, caso o Amazonas siga questionando judicialmente os termos do contrato do bloco comercial com a investidora.

Para clubes ouvidos pela Máquina do Esporte, as recentes abordagens feitas aos clubes por pessoas ligadas à Sport Media demonstrariam a ingerência dos investidores sobre o FFU.

Ao Metrópoles, a Sport Media declarou “que faz contatos regulares com os clubes parceiros”. Disse ainda que o contato com o Amazonas “teve natureza estritamente institucional” e que “refuta qualquer alegação de tentativa de intimidação ou interferência no direito dos clubes”.

O FFU e a Sport Media foram procurados pela Máquina do Esporte para comentar sobre as mensagens relativas às assinaturas em documentos. Até o fechamento desta reportagem, ambas não haviam se posicionado.

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Máquina do Esporte obteve acesso a prints de mensagens que condicionam repasses financeiros à assinatura de atas do Condomínio
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