A eliminação da Alemanha diante do Paraguai, nos pênaltis, na primeira fase do mata-mata da Copa do Mundo de 2026, encerra de maneira melancólica o acordo de mais de 70 anos da seleção com a Adidas em Mundiais.
A partir do ano que vem, a equipe europeia passará a vestir Nike, dando fim a uma parceria iniciada em 1954.
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A marca das três listras, cuja sede é na Alemanha, esteve presente em todos os maiores momentos de glória da seleção de seu país natal, incluindo nas conquistas das Copas de 1954, 1974, 1990 e 2014, sem contar inúmeras ocasiões em que o time terminou em segundo lugar no torneio.
Depois do Mundial realizado no Brasil (até hoje lembrado pela goleada de 7 a 1 sobre os anfitriões, em pleno Estádio do Mineirão), a Alemanha entrou em forte declínio.
Tanto em 2018 quanto em 2022, ela foi eliminada na primeira fase do torneio. Neste ano, que marcaria a despedida da marca das três listras, o início no Mundial foi até promissor, com o 7 a 1 sobre Curaçao.
Depois, a Alemanha venceu de virada a Costa do Marfim, por 2 a 1, mas acabou sendo derrotada na última rodada pelo Equador, por 2 a 1.
Contra o Paraguai, os alemães saíram perdendo, mas conseguiram buscar o empate e até comemoraram por alguns minutos uma virada que não se confirmou, já que o árbitro assistente de vídeo (VAR, na sigla em inglês) anulou o gol de Tah, alegando que Anton teria cometido falta no goleiro Gill, da seleção sul-americana.
Na disputa por pênaltis, os paraguaios levaram a melhor, por 4 a 3, marcando o fim da “Era Adidas” na Alemanha, ao menos em Copas, já que o vínculo da marca com a Federação Alemã de Futebol (DFB) ficará em vigor até o fim deste ano.
Adidas silencia, enquanto Nike aguarda ansiosa
O casamento de 72 anos da Adidas e da Alemanha morreu sem foguete, sem retrato, sem bilhete, sem luar e sem violão.
Nas redes sociais, a marca das três listras preferiu não fazer menção à sua futura ex-patrocinada. O perfil Adidas Football, por exemplo, optou por destacar no Instagram, nesta segunda-feira (29), um vídeo com o ex-lateral brasileiro Marcelo em Nova York e um post exaltando Gabriel Martinelli, autor do gol da vitória do Brasil sobre o Japão, por 2 a 1.
O perfil global da Adidas também não fez qualquer menção à Alemanha. Nem que ela entraria em campo no mata-mata nem mesmo algum post de consolação por conta da eliminação, diferentemente do que ocorreu com o Japão, que ganhou uma publicação no Instagram (em colaboração com a conta Adidas Japan), destacando a boa participação da equipe no Mundial deste ano.
A impressão que se tem é que, prestes a perder de vez uma de suas mais importantes seleções, a Adidas optou por ativar cada vez menos a Alemanha neste Mundial, focando suas energias na Argentina e em Lionel Messi, suas principais vitrines globais na Copa de 2026.
Os conteúdos relacionados à Alemanha ficaram restritos ao perfil Adidas Germany, que trouxe conteúdos ativando o pré-jogo desta segunda-feira. Porém, a conta não trouxe qualquer publicação após a derrota do time diante do Paraguai.
Enquanto isso, a Nike encontrou um jeito de ativar sua futura parceria, tomando o cuidado de não violar contratos ainda em vigor.
O vídeo, que foi divulgado no perfil Nike Football e é estrelado pelos alemães Musiala e Mario Gotze, traz um trocadilho com a expressão New Jersey, que indica tanto o local onde as gravações ocorreram e que sediará a final da Copa de 2026 quanto as palavras “nova camisa”, em inglês.
Embora a logomarca da Nike e o escudo da DFB tenham sido propositalmente borrados, fica evidente que o o post apresenta pistas da nova camisa da Alemanha, que será produzida pela marca norte-americana a partir do ano que vem.
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Marca, que será trocada pela Nike, esteve presente nas maiores conquistas da seleção europeia, que há três edições não consegue avançar às oitavas de final do torneio
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