Um levantamento do Ministério da Fazenda, obtido pela instituição de pagamento Pay4Fun via Lei de Acesso à Informação (LAI), mapeou o comportamento financeiro do mercado nacional de apostas esportivas e iGaming ao longo de 2025.
Os dados revelam uma polarização no ticket médio do setor: enquanto a base da pirâmide foca no microconsumo, o topo concentra um volume expressivo de capital.
Cerca de 4,3 milhões de brasileiros (o equivalente a 19,5% do público total) gastam mais de R$ 1 mil por mês nas plataformas.
Como a distribuição dos gastos reforça o argumento contra a proibição
Apesar da relevância financeira da fatia de alto valor, a esmagadora maioria dos usuários opera, por outro lado, com orçamentos conservadores.
A tabela oficial de 2025 demonstra que 53,3% dos CPFs registrados limitam seus aportes a, no máximo, R$ 50 mensais.
Outros 14,2% distribuem seus gastos nas faixas intermediárias que variam de R$ 50 a R$ 200.
Para Leonardo Baptista, CEO e cofundador da Pay4Fun, a predominância desse baixo volume de transações valida o caráter de entretenimento da indústria.
“A gente precisa ter um entendimento de que o brasileiro gosta de se divertir e o entretenimento está aí”, diz.
“Ir na questão da proibição só vai tirar o que é um mercado hoje regulado, que tem regras e suporte, e vai levar tudo isso para o ilegal, que não tem suporte nenhum, controle nenhum, nem premiação garantida”, afirma Leonardo.
O perfil demográfico de quem movimenta a indústria nacional
Ademais, além do comportamento transacional, os números do governo detalham a demografia do setor, confirmando a sólida predominância masculina na vertical: os homens representam 68,2% da base ativa, contra 31,8% de contas femininas.
Igualmente, a análise etária demonstra uma forte tração comercial entre as gerações economicamente ativas.
O principal motor financeiro do mercado está na faixa de 31 a 40 anos, que concentra 28,63% dos usuários.
Ao mesmo tempo, o engajamento se mantém estruturalmente forte entre os mais jovens, com os grupos de 25 a 30 anos (22,21%) e de até 24 anos (22,06%) apresentando volumes praticamente idênticos.
A participação sofre uma retração natural conforme a idade avança, registrando 17,20% entre o público de 41 a 50 anos e caindo para 7,02% na faixa dos 51 aos 60 anos.
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