As discussões aconteceram durante sessão da Subcomissão Permanente de Regulação de Apostas Esportivas.
Brasília.- A Subcomissão Permanente de Regulação de Apostas Esportivas promoveu uma sessão na quarta-feira (27), com a presença de representantes do governo e do setor de apostas esportivas. Entre os temas debatidos, esteve o Projeto de Lei 2.842/2023, de autoria do deputado federal Ricardo Ayres (Republicanos-TO), que tem o objetivo de proibir apostas em lances individuais em partidas esportivas, como cartões, escanteios e faltas.
Segundo a Agência Câmara de Notícias, uma das participantes da audiência foi Leticia Soeiro, coordenadora de Monitoramento de Jogo Responsável do Ministério da Fazenda. Na visão dela, proibir apostas em lances isolados pode reduzir o risco a manipulação de resultados, mas, por outro lado, pode reduzir o interesse pelo mercado legal, levando alguns apostadores para plataformas ilegais.
“Esse é um ponto que precisamos analisar com bastante cautela. Como reguladores, o que fazemos é reduzir o risco, exigindo que as empresas tenham políticas de prevenção contra manipulações e comprovem vínculo com entidade independente de monitoramento da integridade esportiva”, disse Soeiro.
Veja também: IBJR defende integridade esportiva e combate ao jogo ilegal em audiência na Câmara
O presidente da Associação de Bets e Fantasy Sport (ABFS), Rafael Marcondes, explicou que 90% dos casos de manipulação estão relacionados a apostas no resultado final dos jogos. Já os mercados secundários, como escanteios e cartões, correspondem a apenas 13% dos problemas de fraude. “Mesmo que o Brasil proíba essas apostas, elas continuarão ocorrendo em sites internacionais”, disse Marcondes.
Tiago Barbosa, representante da Genius Sports, acrescentou ao debate que entre 70% e 80% das apostas no Brasil ocorrem em mercados ilegais. De acordo com Barbosa, proibições no mercado regulado afetariam apenas 20% a 30% do total.
“A questão das apostas não se resolve apertando um botãozinho. Não tem outro caminho a não ser tecnologia, para bloquear e rastrear o dinheiro das casas ilegais, além da ação de polícia, porque bandido se cuida com polícia”, afirmou Giovanni Rocco Neto, o secretário Nacional de Apostas Esportivas e de Desenvolvimento Econômico do Ministério do Esporte.
As discussões aconteceram durante sessão da Subcomissão Permanente de Regulação de Apostas Esportivas.
Brasília.- A Subcomissão Permanente de Regulação de Apostas Esportivas promoveu uma sessão na quarta-feira (27), com a presença de representantes do governo e do setor de apostas esportivas. Entre os temas debatidos, esteve o Projeto de Lei 2.842/2023, de autoria do deputado federal Ricardo Ayres (Republicanos-TO), que tem o objetivo de proibir apostas em lances individuais em partidas esportivas, como cartões, escanteios e faltas.
Segundo a Agência Câmara de Notícias, uma das participantes da audiência foi Leticia Soeiro, coordenadora de Monitoramento de Jogo Responsável do Ministério da Fazenda. Na visão dela, proibir apostas em lances isolados pode reduzir o risco a manipulação de resultados, mas, por outro lado, pode reduzir o interesse pelo mercado legal, levando alguns apostadores para plataformas ilegais.
“Esse é um ponto que precisamos analisar com bastante cautela. Como reguladores, o que fazemos é reduzir o risco, exigindo que as empresas tenham políticas de prevenção contra manipulações e comprovem vínculo com entidade independente de monitoramento da integridade esportiva”, disse Soeiro.
Veja também: IBJR defende integridade esportiva e combate ao jogo ilegal em audiência na Câmara
O presidente da Associação de Bets e Fantasy Sport (ABFS), Rafael Marcondes, explicou que 90% dos casos de manipulação estão relacionados a apostas no resultado final dos jogos. Já os mercados secundários, como escanteios e cartões, correspondem a apenas 13% dos problemas de fraude. “Mesmo que o Brasil proíba essas apostas, elas continuarão ocorrendo em sites internacionais”, disse Marcondes.
Tiago Barbosa, representante da Genius Sports, acrescentou ao debate que entre 70% e 80% das apostas no Brasil ocorrem em mercados ilegais. De acordo com Barbosa, proibições no mercado regulado afetariam apenas 20% a 30% do total.
“A questão das apostas não se resolve apertando um botãozinho. Não tem outro caminho a não ser tecnologia, para bloquear e rastrear o dinheiro das casas ilegais, além da ação de polícia, porque bandido se cuida com polícia”, afirmou Giovanni Rocco Neto, o secretário Nacional de Apostas Esportivas e de Desenvolvimento Econômico do Ministério do Esporte.
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