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Representantes do mercado de apostas aprovam medida do BC que restringe mercados preditivos

representantes do mercado de apostas aprovam medida do bc que restringe mercados preditivos

representantes do mercado de apostas aprovam medida do bc que restringe mercados preditivos

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A ANJL e o IBJR publicaram notas em apoio à resolução do Banco Central.

Duas instituições que representam o mercado brasileiro de apostas de quota fixa publicaram notas aprovando a resolução do Banco Central, através do Conselho Monetário Nacional (CMN), que proíbe, em território nacional, a oferta e a negociação de contratos de previsão relacionados a eventos esportivos, jogos online e temas políticos, eleitorais, sociais, culturais ou de entretenimento.

A medida passa a vigorar a partir de 4 de maio. Segundo o CMN, a decisão não impacta diretamente as casas de apostas esportivas já autorizadas a operar no país. Na prática, a nova regra impede plataformas internacionais como Kalshi e Polymarket de oferecerem, no Brasil, contratos baseados em resultados de eleições, partidas esportivas, reality shows e outros acontecimentos que não estejam ligados à economia.

Veja também: Brasil proíbe contratos de previsão sobre esportes, política e entretenimento

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), entidades que representam a maior parte das bets regulamentadas no país, comentaram essa decisão.

Segundo a ANJL, a medida representa um “avanço contra todas as empresas que atuam ilegalmente no país”. A entidade afirma ainda que a decisão “representa uma ofensiva importante contra a interpretação equivocada das apostas como investimentos”.

Para a Associação, o mercado preditivo deveria ser autorizado a funcionar no Brasil através de legislação própria e obtenção de licença específica, como aconteceu com a indústria de igaming através da Lei das Apostas de Quota Fixa.

“A Lei 14.790/2023 e as portarias foram pensadas sobretudo para o controle absoluto entre apostador, quem tá jogando, quanto está recebendo, prevenindo que apostadores fizessem acordos entre si. Essa regulamentação muito dura veio também para prevenir a lavagem de dinheiro. O mercado preditivo se refere a fatos isolados. Esse é o perigo. O conluio entre apostadores, lavagem e a ausência de controle sobre esses jogos”, comentou Plínio Lemos Jorge, o presidente da ANJL.

O IBJR também considerou positiva a resolução do CMN. “Ao impedir que eventos esportivos, jogos on-line e temáticas políticas ou culturais sirvam de lastro para produtos financeiros, o CMN consolida a segurança jurídica e evita que o sistema financeiro seja utilizado para contornar a regulamentação do setor de apostas”, afirmou a instituição em nota.

“Tal decisão, anunciada pelo Banco Central do Brasil, inviabiliza o drible regulatório de empresas que tentavam entrar no mercado brasileiro através do chamado ‘mercado preditivo’, mascarando o rótulo de sua atividade. O IBJR reitera que quando o consumidor assume risco condicionado ao resultado incerto, está diante de uma aposta, independentemente do rótulo, da tecnologia ou da forma contratual utilizada. Aceitar o contrário criaria uma assimetria competitiva inaceitável para os operadores que se adequaram ao rigoroso processo de regulamentação”, acrescenta o Instituto.

Na visão da entidade, caso as plataformas de previsão entrassem no mercado brasileiro sem uma regulação clara, as consequências para as bets poderiam ser concorrência desleal, perda de arrecadação fiscal, ameaça à integridade esportiva e fragilização da proteção ao consumidor.

A ANJL e o IBJR publicaram notas em apoio à resolução do Banco Central.

Duas instituições que representam o mercado brasileiro de apostas de quota fixa publicaram notas aprovando a resolução do Banco Central, através do Conselho Monetário Nacional (CMN), que proíbe, em território nacional, a oferta e a negociação de contratos de previsão relacionados a eventos esportivos, jogos online e temas políticos, eleitorais, sociais, culturais ou de entretenimento.

A medida passa a vigorar a partir de 4 de maio. Segundo o CMN, a decisão não impacta diretamente as casas de apostas esportivas já autorizadas a operar no país. Na prática, a nova regra impede plataformas internacionais como Kalshi e Polymarket de oferecerem, no Brasil, contratos baseados em resultados de eleições, partidas esportivas, reality shows e outros acontecimentos que não estejam ligados à economia.

Veja também: Brasil proíbe contratos de previsão sobre esportes, política e entretenimento

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), entidades que representam a maior parte das bets regulamentadas no país, comentaram essa decisão.

Segundo a ANJL, a medida representa um “avanço contra todas as empresas que atuam ilegalmente no país”. A entidade afirma ainda que a decisão “representa uma ofensiva importante contra a interpretação equivocada das apostas como investimentos”.

Para a Associação, o mercado preditivo deveria ser autorizado a funcionar no Brasil através de legislação própria e obtenção de licença específica, como aconteceu com a indústria de igaming através da Lei das Apostas de Quota Fixa.

“A Lei 14.790/2023 e as portarias foram pensadas sobretudo para o controle absoluto entre apostador, quem tá jogando, quanto está recebendo, prevenindo que apostadores fizessem acordos entre si. Essa regulamentação muito dura veio também para prevenir a lavagem de dinheiro. O mercado preditivo se refere a fatos isolados. Esse é o perigo. O conluio entre apostadores, lavagem e a ausência de controle sobre esses jogos”, comentou Plínio Lemos Jorge, o presidente da ANJL.

O IBJR também considerou positiva a resolução do CMN. “Ao impedir que eventos esportivos, jogos on-line e temáticas políticas ou culturais sirvam de lastro para produtos financeiros, o CMN consolida a segurança jurídica e evita que o sistema financeiro seja utilizado para contornar a regulamentação do setor de apostas”, afirmou a instituição em nota.

“Tal decisão, anunciada pelo Banco Central do Brasil, inviabiliza o drible regulatório de empresas que tentavam entrar no mercado brasileiro através do chamado ‘mercado preditivo’, mascarando o rótulo de sua atividade. O IBJR reitera que quando o consumidor assume risco condicionado ao resultado incerto, está diante de uma aposta, independentemente do rótulo, da tecnologia ou da forma contratual utilizada. Aceitar o contrário criaria uma assimetria competitiva inaceitável para os operadores que se adequaram ao rigoroso processo de regulamentação”, acrescenta o Instituto.

Na visão da entidade, caso as plataformas de previsão entrassem no mercado brasileiro sem uma regulação clara, as consequências para as bets poderiam ser concorrência desleal, perda de arrecadação fiscal, ameaça à integridade esportiva e fragilização da proteção ao consumidor.

  

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