Levantamento identificou falhas no bloqueio de links que permitem que as empresas irregulares continuem no ar.
Cerca de 7.600 sites de apostas e cassino online ilegais foram identificados em 2024 pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), ligada ao Ministério da Fazenda. O órgão determinou que essas plataformas fossem bloqueadas até dezembro do ano passado. Entretanto, um levantamento feito pelo Uol concluiu que mais de 80% desses sites ilegais ainda funcionam no país.
Para driblar a tentativa de bloqueio do governo, cerca de 83% dos sites irregulares encaminham os usuários para outras URLs ou aplicativos de apostas online. O Uol afirmou que conseguiu a relação com os nomes das 7.599 plataformas de iGaming irregulares via Lei de Acesso à Informação.
O posicionamento oficial do governo federal, divulgado no dia 10 de dezembro de 2024, é de que mais de 5.200 endereços eletrônicos foram retirados do ar após a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Entretanto, de acordo com o presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), Plínio Lemos Jorge, esse modelo de bloqueio não inibe o jogo ilegal. “Conversamos com a Anatel sobre o bloqueio do DNS, que representa a raiz do site, impedindo os usuários de encontrarem essas bets na internet. Quando a raiz é bloqueada, não é possível identificar o site, porque a URL permanece inalterada. Isso cria dificuldade para o dono do site ilegal e mostra a necessidade de o apostador buscar um site regular”, afirmou Lemos para o Uol.
“O bloqueio não impede que um site seja redirecionado, mas isso depende de como ele foi implementado e das intenções de quem está tentando contornar a restrição. Os aplicativos móveis não dependem de uma interface pública via URL e podem ser mais difíceis de bloquear do que sites acessados diretamente pelo navegador”, explica o professor de engenharia da FEI, André Perin.
A Anatel, em nota, comentou sobre a dificuldade de bloquear esses sites. “Esse acompanhamento é realizado pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Conhecemos a dificuldade para eliminar, por completo, essa atividade ilegal, pois envolve aspectos técnicos na implementação dos bloqueios de sites e aspectos jurídicos no tocante à competência dos órgãos envolvidos”, disse a entidade.
“Por se tratar de uma atividade ilegal que não respeita a fronteira dos países, deve-se pensar em uma cooperação internacional, a exemplo da atuação para combater o crime organizado transnacional”, complementou a Anatel.
Em janeiro de 2025, a SPA divulgou uma nova relação de sites ilegais que foram retirados do ar, segundo o órgão governamental, já são mais de 9 mil endereços eletrônicos bloqueados.
Veja também: Combate às bets ilegais: Ministério da Fazenda já bloqueou mais de 9 mil sites
Levantamento identificou falhas no bloqueio de links que permitem que as empresas irregulares continuem no ar.
Cerca de 7.600 sites de apostas e cassino online ilegais foram identificados em 2024 pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), ligada ao Ministério da Fazenda. O órgão determinou que essas plataformas fossem bloqueadas até dezembro do ano passado. Entretanto, um levantamento feito pelo Uol concluiu que mais de 80% desses sites ilegais ainda funcionam no país.
Para driblar a tentativa de bloqueio do governo, cerca de 83% dos sites irregulares encaminham os usuários para outras URLs ou aplicativos de apostas online. O Uol afirmou que conseguiu a relação com os nomes das 7.599 plataformas de iGaming irregulares via Lei de Acesso à Informação.
O posicionamento oficial do governo federal, divulgado no dia 10 de dezembro de 2024, é de que mais de 5.200 endereços eletrônicos foram retirados do ar após a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Entretanto, de acordo com o presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), Plínio Lemos Jorge, esse modelo de bloqueio não inibe o jogo ilegal. “Conversamos com a Anatel sobre o bloqueio do DNS, que representa a raiz do site, impedindo os usuários de encontrarem essas bets na internet. Quando a raiz é bloqueada, não é possível identificar o site, porque a URL permanece inalterada. Isso cria dificuldade para o dono do site ilegal e mostra a necessidade de o apostador buscar um site regular”, afirmou Lemos para o Uol.
“O bloqueio não impede que um site seja redirecionado, mas isso depende de como ele foi implementado e das intenções de quem está tentando contornar a restrição. Os aplicativos móveis não dependem de uma interface pública via URL e podem ser mais difíceis de bloquear do que sites acessados diretamente pelo navegador”, explica o professor de engenharia da FEI, André Perin.
A Anatel, em nota, comentou sobre a dificuldade de bloquear esses sites. “Esse acompanhamento é realizado pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Conhecemos a dificuldade para eliminar, por completo, essa atividade ilegal, pois envolve aspectos técnicos na implementação dos bloqueios de sites e aspectos jurídicos no tocante à competência dos órgãos envolvidos”, disse a entidade.
“Por se tratar de uma atividade ilegal que não respeita a fronteira dos países, deve-se pensar em uma cooperação internacional, a exemplo da atuação para combater o crime organizado transnacional”, complementou a Anatel.
Em janeiro de 2025, a SPA divulgou uma nova relação de sites ilegais que foram retirados do ar, segundo o órgão governamental, já são mais de 9 mil endereços eletrônicos bloqueados.
Veja também: Combate às bets ilegais: Ministério da Fazenda já bloqueou mais de 9 mil sites
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