Durante o SBC Summit 2025, o painel “LATAM Leaders: Latin America First – the home grown operators reinventing the game” reuniu especialistas de provedores de tecnologia, pagamentos, operadores, afiliados e reguladores para debater as particularidades do Brasil, da Colômbia, da Argentina e do Chile.
Zeno Ossko destacou que, para ter sucesso na região, é preciso ir além da teoria: “Você não consegue operar se não tiver conhecimento do país”. A questão da maturidade do mercado argentino foi levantada pela moderadora Karen Marcela Sierra-Hughes, que perguntou sobre a realidade em Buenos Aires.
Jesus Acevedo respondeu enfatizando que a jurisdição tem a regulamentação mais avançada do país. Ele ainda apontou que a Argentina possui maior tradição em apostas esportivas do que em cassinos. No entanto, lembrou que o modelo regulatório fragmentado desafia os operadores: “Às vezes é difícil para reguladores, já que não é preciso conhecer uma regulamentação, e sim vinte e quatro, o número de províncias”.
Sebastián Salazar, fundador da Estelar Bet, compartilhou a experiência de construir a marca em plena pandemia: “Começamos sem dinheiro, sem nada, sem estrutura”, afirmou. Como estratégia inicial, apostou em pequenas parcerias, incluindo o patrocínio ao futebol feminino: “No primeiro ano, já patrocinávamos nove times no Chile. Foi um verdadeiro sucesso”. Outro diferencial foi o foco em pagamentos.
“Se pagarmos ainda mais rápido do que outros do mercado, vamos funcionar. Enquanto outros países pagavam em três horas, nós pagávamos em vinte minutos”, ressaltou.
Do lado dos fornecedores, Dario Leiman, head de Business Development para a América Latina, ressaltou que o papel de um provedor é simplificar a vida dos operadores: “O objetivo é deixar tudo pronto para que eles apenas decidam o que querem em cada legislação”.
A discussão também explorou a diversidade cultural brasileira. Questionado se a estratégia de operação é a mesma em todo o país, Fellipe Fraga, CBO da EstrelaBet, afirmou: “Você deve saber da singularidade de cada regionalização no Brasil. As pessoas do extremo norte são diferentes do extremo sul. No Nordeste, por exemplo, existe uma cultura forte de guerreiros, de luta contra a fome”.
No encerramento, os painelistas concordaram que não há resposta única sobre a melhor estrutura regulatória. Para Acevedo, o desenho ideal “depende do objetivo de cada interessado”, refletindo a complexidade de mercados como a Argentina, onde a autonomia provincial molda as regras do jogo.
Durante o SBC Summit 2025, o painel “LATAM Leaders: Latin America First – the home grown operators reinventing the game” reuniu especialistas de provedores de tecnologia, pagamentos, operadores, afiliados e
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