SBC Summit Rio 2026: Maria Paula Nascimento, KTO, destaca avanço da participação feminina no esporte 

Na quarta-feira, 4 de março, durante o primeiro dia de conferências do SBC Summit Rio 2026, o SBC Notícias Brasil se reuniu com Maria Paula Nascimento, Project Manager Lead da KTO, para debater a visibilidade no esporte, destacando pontos relacionados à Copa do Mundo 2026 e ao próprio painel em que Nascimento participou no dia seguinte. 

Durante a conversa, Nascimento avaliou de forma positiva a abertura da programação do evento, destacando a relevância dos debates promovidos ao longo do dia. Segundo ela, os painéis abordaram temas centrais para o momento atual do mercado de apostas, como liderança e a adaptação das empresas ao novo cenário regulatório brasileiro.


A executiva também ressaltou a importância do primeiro ano de regulamentação para a estruturação do setor, apontando que o período tem sido fundamental para estabelecer bases mais sólidas e compreender os caminhos para garantir crescimento sustentável da indústria no país.

Além do conteúdo apresentado nos palcos, Nascimento chamou atenção para as oportunidades de networking e negócios proporcionadas pelo SBC Summit Rio. De acordo com ela, a área de exposição também se destacou, reunindo maior número de empresas, operadores e parceiros em comparação à edição anterior, o que reforça o avanço e o amadurecimento do mercado de apostas do Brasil.

Crescimento feminino no esporte e nas apostas

Ao comentar sua participação no painel “Inspirar: o poder psicológico de ser ‘visto’ no desporto”, que aconteceu na quinta-feira, 5 de março, a executiva demonstrou otimismo quanto à qualidade do debate. Segundo Nascimento, a discussão seria produtiva por abordar um tema altamente relevante para o momento atual do setor.


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A Project Manager Lead da KTO destacou o crescimento da participação feminina tanto no esporte quanto na indústria de apostas, apontando esse movimento como um dos principais pontos que seriam explorados durante o painel. Na avaliação da entrevistada, esse avanço abriu espaço para reflexões que envolvem não apenas a psicologia no esporte, mas também a importância de ampliar a visibilidade das mulheres nesse cenário.

Nascimento também ressaltou o potencial comercial associado a essa expansão. Para a executiva, empresas e grandes marcas, incluindo operadores de apostas, têm oportunidades significativas ao direcionar estratégias para esse público, que tem uma tendência a se consolidar nos próximos anos. Nesse contexto, a proximidade de grandes eventos, como a próxima Copa do Mundo Feminina, surge como um catalisador importante. 

A representante da KTO defendeu que o mercado deve se preparar, incentivando discussões e iniciativas que contribuam para a construção de narrativas mais inclusivas e para o fortalecimento da presença feminina no esporte e nas apostas.

Além da visibilidade: a importância do investimento

Nascimento também enfatizou que o aumento da visibilidade feminina no esporte, por si só, não é suficiente para promover mudanças estruturais no setor. Segundo a executiva, esse avanço precisa estar acompanhado de ações concretas, como investimento, patrocínio e incentivos por parte das empresas.

Na avaliação dela, a ausência de recursos tende a reforçar desigualdades já observadas entre os times, incluindo entre as modalidades masculinas e femininas. Por isso, Nascimento destacou a necessidade de o mercado compreender essas diferenças e atuar de forma mais estratégica para reduzir esse desequilíbrio.

A representante da KTO apontou, ainda, que o calendário esportivo global cria oportunidade relevante para essa análise. Com a realização de grandes competições em sequência, o mercado tende a evidenciar disparidades, mas também abre espaço para ajustes e novas abordagens por parte das marcas.

Além do impacto social e de representatividade, ela reforçou que há potencial econômico significativo nesse movimento: “As marcas e empresas que entenderem bem esse mercado vão perceber que é uma área a ser explorada e potencialmente muito lucrativa”.

Dados como base para decisões estratégicas

Ao ser questionada sobre sua atuação na área de pesquisas, Nascimento falou sobre o papel central dos dados na construção de discussões consistentes sobre o mercado e na identificação de lacunas de informação, incluindo a participação feminina no setor. Ela citou, como exemplo, um estudo realizado ao longo do último ano, que reuniu mais de 500 participantes e combinou abordagens quantitativas e qualitativas para analisar o comportamento de mulheres nas apostas e no esporte. O levantamento identificou crescimento relevante da presença feminina, incluindo atletas brasileiras, especialmente no futebol, em equipes internacionais.

Segundo Nascimento, os dados coletados são usados para fomentar o debate e orientar decisões estratégicas da empresa: “Tudo é baseado nos dados e na informação que a gente coleta para tomar as melhores decisões informadas”. 

A análise contínua de informações internas e externas permite que a KTO transforme insights em ações práticas, influenciando desde estratégias de marketing até a gestão operacional da empresa.

A empresa também mantém site de pesquisa B2C, em que publica mensalmente relatórios sobre os esportes e jogos mais populares, oferecendo informações úteis para operadores, jogadores e interessados no setor. Esse trabalho, desenvolvido há mais de três anos, reforça a capacidade da KTO de antecipar movimentos do mercado e estruturar estratégias de forma mais eficiente, além de ampliar a compreensão sobre um segmento ainda em expansão.

Mercado em expansão: barreiras e oportunidades

Ao avaliar o cenário atual, Nascimento evitou classificações e destacou que o momento do setor deve ser entendido como uma fase de desenvolvimento: “Eu não digo que é positiva nem negativa. Eu digo que é uma área que está em expansão, em crescimento”.

Com base em estudos e em dados de mercado, a executiva apontou que, embora haja avanços na visibilidade do esporte feminino, o crescimento ainda ocorre de forma pontual e, muitas vezes, impulsionado por iniciativas específicas. Como exemplo, mencionou ações institucionais lideradas por entidades como a Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL), a Fédération Internationale de Football Association (FIFA) e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF)

Maria Paula Nascimento, KTO
Crédito: Elisa Marcante, SBC Notícias Brasil

Segundo Nascimento, uma dessas iniciativas foi a exigência, definida em 2019, de que clubes tenham equipes femininas para disputar determinadas competições, como a Copa Libertadores. Para a executiva, esse tipo de medida contribui diretamente para estimular a participação e ampliar a cobertura de mídia nas práticas esportivas femininas.

A representante da KTO também destacou que estudos apontam aumento na visibilidade do esporte feminino, que passou de uma média de 5%, entre 1989 e 2019, para 15%, em 2022, evidenciando avanços, ainda que em ritmo desigual em comparação à modalidade masculina.

Nascimento observou que o progresso não é uniforme. Segundo ela, o setor ainda opera em “janelas de oportunidade”, com evolução atrelada a fatores externos e a decisões estratégicas de entidades e empresas. 

“Não é um crescimento exponencial ou positivo todo o tempo”, explicou, reforçando que há espaço significativo para desenvolvimento.

Em relação aos grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo, Nascimento avaliou que eles devem evidenciar tanto o potencial quanto as disparidades do mercado, especialmente em termos de investimento, patrocínio e visibilidade entre as modalidades masculinas e femininas.

Para a executiva, o avanço sustentável depende de atuação coordenada entre mídia, marcas e organizações esportivas: “Para ter a atividade, a gente precisa do patrocínio; para ter o patrocínio, precisa de visibilidade”. 

Nascimento citou sinais de crescimento na audiência das competições femininas, como a final do Brasileirão Feminino, que registrou aumento de aproximadamente 40%. Na avaliação da entrevistada, apesar dos números ainda serem inferiores aos do futebol masculino, o avanço indica trajetória gradual de maior interesse e visibilidade por parte dos espectadores.

Ao mesmo tempo, Nascimento afirmou que clubes femininos, de modo geral, enfrentam dificuldades para atrair patrocínios ou contratos de naming rights, diferente de como ocorre no futebol masculino. 

Por essa razão, reforçou que a realização de painéis e de discussões sobre o tema tem papel importante: “Esse tipo de debate pode acender um alerta e ampliar a reflexão para operadores e empresas, mostrando que é, sim, um mercado em potencial a ser explorado”.

Nascimento também destacou que, apesar de os homens ainda serem a maioria nas apostas esportivas, o interesse feminino vem crescendo, especialmente em jogos com dinheiro real. As mulheres tendem a apostar de forma mais estratégica e com limites definidos. Para ela, compreender esse perfil é fundamental para desenvolver campanhas, promoções e estratégias de fidelização adequadas, já que abordagens que funcionam para um grupo não necessariamente se aplicam ao outro.

Tendências de mercado e inovação tecnológica

Segundo Nascimento, os esportes virtuais e os esports têm registrado crescimento significativo no Brasil. Embora modalidades tradicionais, como futebol, tênis e basquete, ainda dominem o setor, ela reforçou que há espaço para novas práticas competitivas se consolidarem. 

Por fim, a executiva falou sobre o papel da inteligência artificial como ferramenta estratégica. Para Nascimento, a tecnologia pode apoiar a análise de dados e de pesquisas, oferecendo insights valiosos para decisões informadas, embora não substitua o olhar crítico e a interpretação humana na construção de estratégias.


O painel “Inspirar: o poder psicológico de ser ‘visto’ no desporto” pode ser assistido na íntegra no SBC Connect. Clique aquipara se cadastrar. 


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Na quarta-feira, 4 de março, durante o primeiro dia de conferências do SBC Summit Rio 2026, o SBC Notícias Brasil se reuniu com Maria Paula Nascimento, Project Manager Lead da 


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