O senador Jorge Kajuru (PSB-GO) utilizou o Plenário nesta terça-feira (7) para destacar a decisão da Justiça do Distrito Federal que condenou envolvidos em um esquema de manipulação de resultados no Candangão de 2024.
A sentença alcançou quatro pessoas, incluindo dois jogadores, após investigações que identificaram irregularidades no campeonato local. Apesar da condenação, os réus ainda recorrem em liberdade e a única exceção é William Rogatto, que permanece em prisão preventiva desde sua extradição dos Emirados Árabes Unidos, realizada em setembro.
Esse desdobramento judicial não surgiu de forma isolada. Pelo contrário, o senador conectou diretamente o resultado da Justiça ao trabalho conduzido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Manipulação de Resultados, da qual é presidente.
Conforme Kajuru, a atuação da comissão teve papel decisivo na construção do caso, principalmente pela coleta de depoimentos e provas relevantes ao longo das investigações.
Como a CPI influenciou a decisão da Justiça
Ao aprofundar sua análise, Kajuru destacou que o juiz responsável pelo caso utilizou elementos produzidos pela CPI como base para a sentença.
Entre esses pontos, um dos mais relevantes foi o reconhecimento de depoimentos prestados na comissão como confissão extrajudicial.
O senador reforçou a importância desse entendimento ao declarar: “Ao aceitar o depoimento na nossa CPI como confissão extrajudicial, o juiz ainda ressaltou que a versão apresentada por Rogatto na CPI foi mais compatível com o conjunto probatório do que as declarações prestadas por ele no interrogatório judicial”.
Além disso, Kajuru argumentou que esse reconhecimento fortalece o papel das CPIs dentro do sistema institucional brasileiro. Isso ocorre porque, além de investigar, essas comissões conseguem produzir material que impacta diretamente decisões judiciais.
Dessa forma, o senador defendeu que o Legislativo pode contribuir de maneira concreta para a responsabilização de envolvidos em práticas ilegais.
Kajuru destaca resultado e valor das investigações parlamentares
Dando sequência ao seu posicionamento, o parlamentar enfatizou que o trabalho da CPI evitou um desfecho comum nesse tipo de investigação. Ademais, ele destacou que esses casos costumam receber críticas por não resultarem em punições efetivas.
Para ele, o caso representa um exemplo de ação eficaz entre investigação parlamentar e atuação judicial. Nesse contexto, Kajuru fez questão de reforçar seu orgulho com o resultado alcançado e destacou o papel coletivo da comissão.
Ao mencionar o relator, Romário Faria, o senador afirmou: “A nossa CPI da Manipulação não acabou em pizza, como tantas, o que muito me orgulha como seu presidente. Tenho certeza de que esse sentimento é compartilhado pelo meu amigo e irmão Romário Faria, o relator”.
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