Série B começa com domínio das apostas nos másteres e 35% dos clubes sem patrocinador principal

A Série B do Brasileirão 2026 começou no último sábado (21) com um retrato claro do mercado de patrocínio no futebol brasileiro. Um levantamento feito pela Máquina do Esporte com os 20 clubes da competição mostra uma forte concentração das casas de apostas nos contratos másteres, ao mesmo tempo em que parte relevante das equipes iniciou o campeonato sem marca principal no uniforme.

O cenário se dá poucas semanas após a derrubada da chamada “Cide-Bets” pela Câmara, que abriu um período de incerteza sobre a carga tributária e os investimentos do setor no país.


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Dentro de campo, o levantamento com os 20 clubes da competição indica que 12 equipes têm uma casa de apostas como patrocinadora máster. O número representa 60% de todos os espaços disponíveis (12 de 20).

A concentração se intensifica quando são observados apenas os clubes que possuem a propriedade máster ocupada. Das 13 equipes com patrocinador máster, 12 têm acordos com o setor de apostas, o equivalente a 92,3% do total. O dado reforça a dependência crescente do futebol brasileiro em relação a um único segmento econômico.


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Fora desse eixo, a presença é praticamente inexistente. Apenas o São Bernardo aparece com patrocinador máster de outro setor, o financeiro, representando 5% dos clubes. Ao mesmo tempo, 7 equipes iniciaram a Série B sem marca principal no uniforme, o que corresponde a 35% da competição e evidencia um volume relevante de inventário comercial ainda disponível: Botafogo-SP, Cuiabá, Fortaleza, Juventude, Londrina, Operário-PR e Ponte Preta.

Mesmo dentro das apostas, o mercado se mostra pulverizado. Empresas como Betnacional, Esportes da Sorte e Bolsa de Aposta aparecem em mais de um clube, mas não há domínio isolado de uma única marca.

Resumo dos patrocínios másteres no início da Série B do Brasileirão 2026 – Arte / Máquina do Esporte

No fornecimento de material esportivo, o cenário é distinto. Há maior diversidade de marcas, com destaque para a Volt, além de fornecedoras tradicionais como Diadora e Kappa.

Outra questão relevante é que ainda há clubes com marcas próprias. Atlético-GO, Ceará, CRB e Juventude optaram por internalizar a produção de uniformes, estratégia que amplia o controle sobre margens, identidade e operação comercial, mas já não é um movimento visto na Série A do Campeonato Brasileiro.

Em 2025, os naming rights da Série B foram adquiridos pela Superbet. Para este ano, no entanto, o acordo não foi renovado, ao menos por enquanto. Até o momento, não há novidades sobre a propriedade.

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Dos 13 times com o espaço nobre da camisa ocupado, 12 possuem acordos com marcas do segmento
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