O recente lançamento do serviço gratuito de teleatendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para dependentes de jogos representa uma virada de chave no Brasil.
Para Cristiano Costa, psicólogo e diretor de conhecimento da Empresa Brasileira de Apoio ao Compulsivo (EBAC), a iniciativa governamental supre uma lacuna histórica de assistência médica e acompanha o amadurecimento do mercado regulado de iGaming, que hoje já conta com 185 operadores legalizados no país.
Como a terapia online transforma o combate à ludopatia
A modalidade remota, criada em parceria com o Hospital Sírio-Libanês e acessada pelo aplicativo Meu SUS Digital, visa superar os gargalos estruturais do sistema presencial, que realizou pouco mais de seis mil acolhimentos ao longo de 2025.
Costa detalha que a rede física sempre esbarrou em obstáculos severos, como longas filas de espera e escassez de profissionais.
“A partir de 2020, com o advento da pandemia, observamos uma ampla adesão, tanto dos profissionais quanto dos cidadãos, à psicoterapia online. Isso, sem nenhuma perda da qualidade e eficácia do atendimento”, esclarece o diretor.
“O que faltava mesmo era a introdução do teleatendimento na Rede de Atenção Psicossocial para destravar de uma vez por todas o acesso”, completa.
Ele pontua que o ambiente virtual é essencial para garantir a privacidade ao paciente que precisa vencer o estigma social na hora de buscar ajuda.
A tecnologia como pilar de um ecossistema responsável
O avanço do suporte público caminha junto com as inovações tecnológicas do mercado.
A EBAC, referência em Jogo Responsável, atua ativamente na frente preventiva com o Pulse, uma ferramenta de inteligência nacional que monitora e classifica os níveis de risco de compulsividade dos usuários operando dentro das próprias plataformas de apostas.
Para o especialista, a regulamentação muito mais do que apenas uma regra comercial.
De acordo com ele, a regulação traz uma oportunidade única para obtenção de recursos capazes de financiar os cuidados em saúde mental.
“Quando combinamos tecnologia, regulação e acolhimento, criamos um ecossistema seguro”, avalia Costa.
Ele conclui que o esforço conjunto entre Estado e mercado é o caminho para equilibrar o forte crescimento econômico do setor com a proteção pública.
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