O debate sobre a adoção de gramado sintético nos estádios brasileiros ganhou força nos últimos anos, frequentemente justificado pela busca por uma agenda constante de atrações. No entanto, a maturação do mercado esportivo e a criação de produtos de hospitalidade alteraram essa lógica financeira inicial.
No Maquinistas, podcast da Máquina do Esporte, Thiago De Rose, consultor estratégico da Arena Events+Venues, defendeu que atualmente a rentabilidade de uma partida de futebol se equipara ou supera as receitas geradas por grandes espetáculos musicais, colocando em xeque a necessidade de alterar a superfície natural de jogo.
“Anos atrás, nos projetos que a gente fazia, já fomos mais a favor de gramado sintético. Hoje em dia, não somos tão a favor. Os estádios evoluíram muito, assim como a sofisticação dos produtos, principalmente a parte de hospitalidade esportiva, que praticamente nasceu no Brasil com a Copa [do Mundo de 2014] e está bombando”, avaliou.
No entendimento do executivo, a premissa de que os clubes precisam sair de suas casas para dar lugar a eventos paralelos perde sustentação quando se observa o controle das receitas de perto.
“Hoje em dia, já não tem tanta diferença de você fazer um jogo e fazer um show em termos do que você, como clube ou dono de estádio, vai ganhar. O show geralmente não é organizado por você. Você vai cobrar um aluguel, talvez uma porcentagem de alimentos e bebidas ou de ingresso. Com os preços cobrados no Brasil, já é igual ou mais rentável fazer um jogo, então não justifica tirar o time do estádio”, defendeu De Rose.
Allianz Parque
O Allianz Parque, casa do Palmeiras, costuma ser utilizado como a principal referência para embasar a transição para o gramado sintético em virtude da alta frequência de atrações não esportivas.
Contudo, na avaliação de Thiago De Rose, o acordo de gestão estabelecido entre a construtora WTorre e a equipe paulista possui particularidades que tornam a sua replicação complexa para a realidade da maioria das outras agremiações do país.
“O caso do Allianz é diferente, é um caso único talvez no mundo, não é uma coisa comum que se vê por aí. Acho que outros times foram na esteira dessa ideia de eventos, mas tenho sérias dúvidas. O estádio é a casa do time, tem que respirar futebol, e a prioridade sempre tem que ser o esporte”, concluiu o consultor estratégico da Arena Events+Venues.
O podcast Maquinistas, apresentado por Erich Beting e Gheorge Rodriguez, com a participação de Thiago De Rose, consultor estratégico da Arena Events+Venues, já está disponível no canal da Máquina do Esporte no YouTube:
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No podcast Maquinistas, consultor estratégico da Arena Events+Venues defendeu que receitas de partidas igualam ou superam lucro de eventos alternativos
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