A Globo celebrou uma audiência de mais de 17,4 milhões de pessoas em plena madrugada para a transmissão da abertura da temporada de Fórmula 1 na Austrália e amealhou outra marca expressiva, com números similares, no GP da China vencido por Kimi Antonelli no fim de semana seguinte.
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São números expressivos do retorno da categoria rainha à emissora após cinco temporadas na Band e indicativos da ponta do iceberg no universo do esporte a motor na TV brasileira em 2026.
O movimento de retomada da F1 pela Globo catapulta a exposição das corridas a um patamar inédito na TV aberta neste ano.
Cabe lembrar que, além das transmissões, o “Pacote Globo” contempla entregas noticiosas nos programas da grade (com Jornal Nacional e tudo), além de ampla cobertura nos canais Sportv, inclusive com a transmissão dos treinos livres e também das corridas de Fórmula 2.
Mas a cereja do bolo é o retorno de um programa sobre esporte a motor na programação. Com linguagem inovadora e presença dos pilotos da Porsche Cup Antonella Bassani e Caio Castro entre os apresentadores, o “Grid da Globo” é um sopro de frescor capaz de atrair a atenção de um público bem mais amplo que o fã tradicional. Isso expande a base de fãs do esporte a motor, em um movimento alinhado com a renovação promovida pela Liberty Media ao assumir e promover a categoria rainha na última década.
Band
Sem a principal categoria do planeta, a Band reagiu com agilidade.
A emissora paulista recuperou os direitos da Fórmula Indy e decidiu investir pesado, mandando equipes de reportagem para todas as etapas da temporada e assegurando boa visibilidade para a categoria, que em 2026 voltou a ter um brasileiro em tempo integral no grid com Caio Collet.
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Cabe lembrar que a emissora do Morumbi também tem seu programa de corridas na grade, o “Fórmula Band”, que semanalmente recebe pilotos em atividade em diversas categorias, sejam elas nacionais ou internacionais.
Em paralelo à exposição da Indy, que bebe no legado de anos de promoção pela Band, a emissora ainda garantiu na TV aberta a transmissão do retorno da MotoGP ao Brasil, com a prova neste fim de semana em Goiânia (GO). É um momento importante para o esporte sobre duas rodas no país, e a reforma completa da área de paddock e da pista goiana prometem ser um legado importante para um país ainda carente de autódromos com áreas de hospitalidade modernas (que podem ser vistas nos camarotes das arenas em que o futebol floresce desde a Copa do Mundo de 2014).
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As novidades com Indy e MotoGP não fizeram a Band baixar a guarda nas categorias que já tinha na grade. As transmissões da Fórmula E, Stock Car, Porsche Cup e Copa Truck continuam, o que faz da emissora a mais versátil em termos de categorias em exibição.
Mais TV aberta
Outros pontos merecem atenção na TV aberta, em frentes com menos tradição em exibir conteúdos de esporte a motor. O SBT também tem seu “Show do Motor” no ar, com a cobertura de várias categorias. A Nascar Brasil está na RedeTV!, e até a TV Gazeta entrou nas transmissões, assegurando os direitos do TCR South America, que, pela primeira vez em sua curta história, conta com as corridas mostradas ao vivo na TV aberta no Brasil.
O mais positivo para promotores, competidores e patrocinadores é o fato de o salto na TV aberta em 2026 não ter esmagado o espaço que já vinha cristalizado nos canais fechados. Cabe aqui ressaltar, por exemplo, que o “Supermotor” apresentado por Celso Miranda tem mais de 20 anos no ar no BandSports.
Também nos canais por assinatura e serviços de streaming on-line haverá mais corridas no ar em 2026, com destaque para a Nascar norte-americana na ESPN e o recém-anunciado acordo entre Jovem Pan e WEC para as corridas do Mundial de Endurance.
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Recentemente, ao comentar o feito de Felipe Nasr com o tricampeonato nas 24 Horas de Daytona, escrevi que, com brasileiros na Fórmula 1 (Gabriel Bortoleto), Fórmula Indy (Caio Collet), Fórmula E (Lucas di Grassi e Felipe Drugovich) e WEC (Dudu Barrichello, Augusto Farfus e Pipo Derani), o país voltou a ter presença em todos os principais eventos de corrida de carros do planeta, algo que não acontecia desde 2017. Se considerarmos também Diogo Moreira na MotoGP, é uma presença maciça e inédita.
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Esse movimento de sucesso fomenta o esporte a motor em todas as suas verticais, fazendo com que os meios de comunicação se mostrem cada vez mais atentos a dar a visibilidade pertinente a uma gama tão grande de ativos interessantes.
O artigo acima reflete a opinião do(a) colunista e não necessariamente a da Máquina do Esporte
Luis Ferrari é sócio-fundador da Ferrari Promo, agência-boutique com ênfase no mercado do esporte a motor, e possui formações em Jornalismo e Direito, extensão universitária em Marketing e pós-graduação em Jornalismo Literário, além de ser empresário de relações públicas
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Globo, Band, RedeTV!, SBT e Gazeta estão com categorias e/ou programas de esporte a motor na grade, o que ajuda a alavancar cada vez mais o segmento no país
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