Na segunda-feira, 13, o zagueiro Vitor Mendes, ex-Fluminense, voltou a disputar uma partida oficial após 895 dias. A pausa abrupta em sua carreira ocorreu após o nome do atleta aparecer nas investigações da Operação Penalidade Máxima II, conduzida pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO).
A investigação revelou um esquema de manipulação de resultados e apostas esportivas que envolvia jogadores de diferentes clubes das Séries A, B e C.
Vitor Mendes foi um dos nomes citados pela Procuradoria e acabou punido pelo artigo 243-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que prevê pena de 180 a 720 dias de suspensão e multa de até R$ 100 mil para quem atuar de forma contrária à ética desportiva, com o fim de influenciar o resultado de uma partida. Na época, o atleta recebeu a suspensão máxima de 720 dias.
Em fevereiro de 2023, o MP-GO começou a investigar um esquema de fraude em apostas esportivas em pelo menos três jogos da Série B do Brasileirão no final de 2022. Segundo a denúncia, atletas recebiam propina para cometer ações específicas em campo, como provocar cartões ou pênaltis, com o objetivo de influenciar apostas.
À época da denúncia dos fatos, oito jogadores de diferentes clubes foram indiciados: Romário, Joseph, Mateusinho, Gabriel Domingos, Allan Godói, André Queixo, Ygor Catatau e Paulo Sérgio.
No processo, o Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) aplicou suspensões preventivas a diversos jogadores, entre eles Eduardo Bauermann, Fernando Neto, Gabriel Tota, Igor Cariús, Kevin Lomónaco, Matheus Gomes, Moraes e Paulo Miranda.
Além do caso Vitor Mendes, a justiça no futebol brasileiro
Em entrevista exclusiva ao SBC Notícias Brasil, o compliance officer e DPO do Clube Atlético Mineiro, Fernando Monfardini, comentou a discrepância entre as punições aplicadas sobre jogadores em ligas maiores e menores.
Ao ser questionado se a responsabilidade imposta a jogadores de altas ligas por manipulação de resultados descobertas através de análises internas deveria ser maior do que a de jogadores que, talvez, estejam em uma posição de vulnerabilidade maior dentro de ligas sem investimento próprio, Monfardini afirmou que “na prática, punem-se mais os de ligas menores do que os grandes jogadores que se envolvem” e que isso, para ele, “é um problema grande”.
“(…) Mas me incomoda ver como jogadores são tratados: os pequenos recebem punições severas e os maiores seguem jogando normalmente. Isso, para mim, é um problema. Acho que deveria ser o contrário, se fosse para haver diferença na aplicação da lei, deveria ser mais firme com quem tem que dar exemplo”, comentou.
“O cara está ali na ponta da pirâmide e é exemplo para muita gente; a lei deveria ser mais firme ali. Lembrando que estamos falando de 1% dos jogadores de futebol. E, descendo para a base, a grande maioria dos meninos que está lá não vai ter carreira, sequer vai se profissionalizar, e os que ficam rodam em times menores, sem salários garantidos, sem contrato assegurado o ano todo. Temos um problema geral no mercado de falta de proteção em vários aspectos, que incluem a manipulação de resultado”, finalizou.
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Na segunda-feira, 13, o zagueiro Vitor Mendes, ex-Fluminense, voltou a disputar uma partida oficial após 895 dias. A pausa abrupta em sua carreira ocorreu após o nome do atleta aparecer
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