Acordo da Fifa com ExpressVPN gera críticas sobre pirataria de transmissões
A Fifa enfrenta críticas após anunciar, em junho, um acordo de patrocínio com a ExpressVPN para a Copa do Mundo 2026.
O contrato prevê a presença da marca nos painéis de led à beira do campo e o direito de realizar sorteios de ingressos para torcedores.
Pirataria
O presidente da LaLiga, Javier Tebas, enviou carta a Gianni Infantino, mandatário da Fifa, classificando o acordo como “manifestamente incompatível com os princípios de proteção dos direitos audiovisuais do futebol”.
Segundo Tebas, “o fato de a Fifa estar firmando uma parceria com uma empresa cujo serviço facilita ativamente a pirataria de conteúdo esportivo envia uma mensagem desastrosa para todo o ecossistema do futebol”.
A Associação para a Proteção dos Programas Desportivos (APSP), que representa a beIN Sports France e o Canal+, também manifestou preocupação, assim como a LFP Media. A APSP argumenta que a ExpressVPN não cumpriu medidas determinadas por tribunais franceses para bloquear transmissões ilegais.
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Defesa
Em resposta, a Fifa afirmou que realiza “um processo de verificação e avaliação minucioso” e que “analisou cuidadosamente as possíveis implicações desse patrocínio” antes de incluir salvaguardas para os detentores de direitos.
A LaLiga tem histórico de combate à pirataria, com a criação de um departamento específico e vitórias em processos contra empresas como NordVPN e ProtonVPN.
Os provedores de VPN, por sua vez, defendem que seus serviços têm usos legítimos, como privacidade e segurança em trabalho remoto.
A NordVPN argumenta que bloquear sites não elimina conteúdo ilegal, e operadoras como a Vodafone já admitiram que não existe mecanismo eficaz para evitar danos colaterais em bloqueios.
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