Ontem, 12, a Better Collective divulgou seus resultados financeiros do terceiro trimestre de 2025 (Q3) e mostrou que o Brasil e os EUA caminham em direções relativamente diferentes no âmbito de atuação da empresa.
A receita trimestral fechou em € 78 milhões, uma queda de 4% ano a ano, influenciada por três fatores principais: a margem esportiva mais baixa em mais de duas décadas, que retirou cerca de € 10 milhões do trimestre; a transição regulatória no Brasil, com impacto estimado de € 4 milhões; e efeitos cambiais negativos.
Mesmo assim, a empresa afirma que o desempenho no Brasil foi “melhor do que o previsto” e que a proibição de bônus segue redirecionando novos jogadores para plataformas offshore – mas a migração de usuários já existentes para operadores licenciados ocorreu em níveis superiores ao esperado, o que suavizou parcialmente o efeito sobre o lucro.
Ao mesmo tempo, a receita recorrente da Better Collective no país ainda sofre, já que boa parte dos novos depositantes migra para sites sem licença federal. A empresa reforça no relatório que a falta de competitividade e o cenário regulatório incompleto continuam favorecendo operadores ilegais, prejudicando tanto afiliados quanto a arrecadação nacional.
O relatório também destacou que o custo operacional caiu 2% no ano – dentro do programa de eficiência de € 50 milhões iniciado em 2024. A margem EBITDA ajustada ficou em 26%, afetada pela baixa margem esportiva e pelo impacto brasileiro, mas considerada estável dentro das projeções internas.
Better Collective: EUA x Brasil
Enquanto o Brasil enfrenta limitações, a operação norte-americana se fortalece. O revenue share nos EUA dobrou em relação ao ano anterior, começando a refletir a transição iniciada em 2022, quando o grupo deixou o modelo baseado em CPA e passou a priorizar acordos recorrentes. A companhia afirma que essa mudança “cria uma base estruturalmente mais estável e previsível”.
Esse crescimento nos Estados Unidos é reforçado pela expansão do Playbook, solução de apostas baseada em inteligência artificial que transforma postagens e conversas de fãs em betslips de um clique. Lançado em setembro, o Playbook ganhou escala rapidamente e, segundo a empresa, já enviou milhões de apostas para operadores parceiros.
A consolidação do produto deu origem à parceria mais estratégica do trimestre: o acordo com o «X», que transforma o Playbook no principal bot de apostas da plataforma nos EUA. A integração permite que usuários encontrem odds, criem apostas e realizem ações diretamente a partir de conversas sociais, aumentando o tempo de engajamento e criando um novo canal de retenção, área em que a Better Collective historicamente não atuava.
Outro indicador relevante no relatório financeiro foi o Value of Deposits (VoD), que atingiu € 726 milhões – crescimento anual de 2%, mesmo com queda no volume de novos jogadores. Segundo a empresa, o aumento confirma a qualidade e o valor de longo prazo dos usuários enviados pelos canais do grupo.
Mesmo com pressões no Brasil e volatilidade esportiva no trimestre, a Better Collective manteve todas as projeções para 2025, incluindo receita anual entre € 320 e € 350 milhões e EBITDA entre € 100 e € 120 milhões.
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Ontem, 12, a Better Collective divulgou seus resultados financeiros do terceiro trimestre de 2025 (Q3) e mostrou que o Brasil e os EUA caminham em direções relativamente diferentes no âmbito
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