A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) prevê um aumento de receita de 28,6% para 2026 em relação ao ano passado. Segundo a Máquina do Esporte apurou, a previsão orçamentária para este ano, considerando-se as receitas que ficam no caixa da CBF, é de R$ 1,6 bilhão, com um aumento razoável em relação aos quase R$ 1,2 bilhão de 2025.
Um fator relevante para o aumento no faturamento em 2026 é a assinatura com novos patrocinadores nos primeiros meses do ano: Sadia, Azul, Volkswagen, Uber, Gemini (inteligência artificial (IA) do Google) e Amazon. Em dezembro do ano passado, a CBF também já havia anunciado o iFood como parceiro comercial.
“Organizamos a casa, investimos em pontos importantes e estruturais do futebol brasileiro, reconstruímos a imagem da CBF, e a percepção disso tem sido muito positiva. Batemos recorde de patrocinadores pré-Copa do Mundo”, pontuou Samir Xaud, presidente da CBF.
As perspectivas são ainda melhores para 2027, ano em que entrará em vigor o novo (e milionário) contrato com a Nike. De acordo com apuração da Máquina do Esporte, somando-se os novos acordos comerciais, a previsão é de que as receitas com patrocínio cheguem a aproximadamente R$ 1 bilhão.
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A confederação também divulgou outro número (R$ 2,7 bilhões) como previsão orçamentária para este ano, o que representaria outro aumento de 28,6% nas receitas. Esse número, porém, se refere a toda a verba que passa pelo caixa da entidade, sem necessariamente ser uma arrecadação para a CBF.
O valor do contrato com a Globo pelos direitos de transmissão da Copa do Brasil, por exemplo, é pago pela emissora à entidade. No entanto, a maior parte desse recurso é disponibilizada diretamente aos clubes como premiação. Inclusive, são os times que disputam o torneio que pagam os impostos sobre os valores recebidos pela entidade via contrato com a Globo.
Déficit
Nesta segunda-feira (27), a Assembleia Geral Ordinária da CBF aprovou o balanço financeiro de 2025 e a previsão orçamentária deste ano.
Vale lembrar, no entanto, que, no ano passado, a CBF não teve tantos motivos para comemoração. O exercício terminou com um déficit significativo de R$ 182,5 milhões. O aumento das despesas operacionais em 2025 foi de 111% em relação ao ano anterior.
Entre os principais fatores que impactaram esse número estão o pagamento de R$ 80 milhões referentes ao processo judicial envolvendo o Icasa, iniciado em 2013, além de provisões para contingências cíveis e trabalhistas de R$ 17 milhões.
“Enfrentamos problemas e assumimos o compromisso de reorganizar finanças, regularizar dívidas trabalhistas e com clubes. Este investimento vai nos trazer frutos”, afirmou Xaud.
Perdas
Houve ainda uma revisão da política de provisão para perdas de crédito, que resultou em baixas de R$ 55 milhões. Esse procedimento contábil e financeiro ajusta as estimativas de possíveis prejuízos relacionados a créditos que a entidade tem a receber, mas que podem não ser pagos.
Outros gastos incluíram R$ 27 milhões em logística para viagens da seleção brasileira masculina, R$ 13 milhões em marketing, R$ 9 milhões em tecnologia e R$ 22 milhões em serviços de consultoria e assessoria.
“Fez-se necessário gastar para buscar eficiência na nova gestão: resultados futuros, receitas crescentes, para que possamos fazer o que é mais importante, que é investir no futebol”, comentou Valdecir de Souza, diretor financeiro da CBF.
O contrato com a Nike, que será fornecedora de material esportivo da entidade até pelo menos 2038, teve receitas antecipadas para 2024, o que impactou o resultado de 2025.
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Crescimento em 2026 será impulsionado pelos acordos com iFood, Sadia, Azul, Volkswagen, Uber, Google Gemini e Amazon
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