China endurece com Fifa e ganha desconto de 80% nos direitos de transmissão da Copa 2026

O governo da China deixou a Federação Internacional de Futebol (Fifa) de joelhos nas negociações para a compra dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2026, que será realizada de 11 de junho a 19 de julho, tendo como sedes Estados Unidos, Canadá e México.

A entidade precisou aceitar uma redução de 80% no preço para fechar com a nação asiática. Quando as conversas tiveram início, a entidade pretendia receber US$ 300 milhões do grupo estatal China Media Group.


O argumento da Fifa para esse valor elevado residia na grande quantidade de seleções participando do evento (48, o maior número da história).

Porém, o China Media Group optou por endurecer nas negociações, alegando que a imensa maioria dos times não possui tradição, o que tornaria grande parte dos jogos do torneio sem apelo de audiência, sobretudo considerando-se que as transmissões ao vivo ocorrerão no período da madrugada no país.

Patrocinadores

Diante da resistência chinesa, a Fifa aceitou inicialmente reduzir pela metade o preço inicial. Ainda assim, a estatal asiática se negou a firmar acordo.


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Nesta semana, a entidade máxima do futebol viu-se forçada a aceitar um contrato de US$ 60 milhões pela exibição do torneio masculino deste ano.

O acordo contempla também o Mundial Masculino de 2030 e as Copas do Mundo Femininas de 2027, que será realizada no Brasil, e de 2031.

O desconto foi necessário para evitar que a Copa do Mundo de 2026 deixasse de ser exibida para uma nação com 1,41 bilhão de habitantes.

Uma agravante nessa situação é que o torneio conta com diversas empresas chinesas na lista de patrocinadores, como Lenovo, Mengniu e Hisense.

Índia

Para piorar, a Fifa enfrenta dificuldades nas negociações com a Índia para a transmissão da Copa de 2026.

O futebol não está entre os esportes mais populares no país de 1,42 bilhão de habitantes e que tem no críquete a grande modalidade das massas.

A questão do fuso horário serviu para tornar a Copa de 2026 menos atrativa para as empresas de mídia indianas, já que fará com que 87,5% das partidas ocorra depois das 22h no país, o que deve resultar em audiências menores.

Em junho de 2025, quando as negociações começaram, a intenção da Fifa era arrecadar perto de US$ 100 milhões com a venda dos direitos do torneio na Índia.

Porém, mesmo após baixar o valor para cerca de US$ 35 milhões, a entidade segue sem parceiro de mídia no país.

Principal conglomerado de comunicação da Índia, a JioStar (fruto de uma joint venture da Reliance com a Disney) está disposta a pagar o equivalente a US$ 20 milhões pelo torneio. A Sony, que chegou a demonstrar interesse pelos direitos, preferiu deixar a mesa de negociação.

Fifa enviou oficial ao país

Segundo informações da Reuters, um oficial de direitos de mídia da Fifa está na Índia nesta segunda-feira (18), com o objetivo de resolver o impasse envolvendo o Mundial.

Vale lembrar que o YouTube possui acordo global com a entidade, que garantiu à plataforma do Google a condição de veículo preferencial para a Copa do Mundo de 2026.

Esse contrato permite que parceiros oficiais de mídia transmitam os primeiros dez minutos de cada partida em seus canais do YouTube e também exibam alguns jogos completos, além de destaques, “shorts” e conteúdos de bastidores.

Mas essa parceria não torna automaticamente a plataforma do Google detentora dos direitos na Índia, embora represente uma alternativa em um cenário marcado pelas dificuldades da Fifa em fechar acordo com as empresas tradicionais de mídia.

Outra possibilidade seria o YouTube Premium ou o Amazon Prime Video assumirem esses direitos, garantindo que o Mundial seja oferecido ao menos via streaming à audiência indiana.

Nas últimas semanas, vem sendo cogitada no país a possibilidade de a emissora pública Prasar Bharati assumir a transmissão do torneio, seja em um acordo mais amplo ou obtendo alguns jogos mais relevantes.

Diferentemente dos grupos comerciais, a Prasar Bharati sofreria menos pressão com os índices de audiência por conta do horário das partidas.

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Entidade, que também enfrenta dificuldades na negociação com a Índia, teve de aceitar reduzir preço de US$ 300 milhões para US$ 60 milhões
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