Durante sua última sessão, o colegiado da Autoridade Nacional de Jogos da França (ANJ) examinou os planos de ação de prevenção à fraude, lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo submetidos pelas operadoras licenciadas e detentoras de direitos exclusivos.
A análise revelou que as empresas cumpriram as recomendações estabelecidas em 2025, apresentando estruturas humanas, materiais e processuais satisfatórias.
Embora as operadoras tenham demonstrado proatividade para fortalecer suas operações, o regulador identificou áreas que exigem melhorias e justificam a adoção de novas determinações específicas.
Como a nova legislação contra o narcotráfico afeta o monitoramento de contas
A princípio, a lei francesa exige que as empresas de jogos de azar submetam anualmente seus planos de ação à aprovação da ANJ, garantindo um diálogo constante com o regulador.
Nesse sentido, durante a avaliação das metas para 2026 e dos resultados obtidos em 2025, a Autoridade deu atenção especial ao alinhamento do setor com o objetivo da Lei nº 2025-532, projetada para retirar a França das armadilhas do narcotráfico.
O rigor do órgão recaiu sobre os mecanismos de combate ao crime organizado e, em particular, sobre a implementação de medidas de diligência reforçada (enhanced due diligence) voltadas para jogadores que ocupam cargos públicos ou privados que os exponham a riscos de corrupção.
Como resultado, esse acompanhamento contínuo permitiu à ANJ avaliar o nível de conformidade das práticas declaradas por cada operadora e emitir exigências pontuais para corrigir falhas.
Avanços nos processos de KYC e as exigências do regulador para 2026
O monitoramento individualizado conduzido pela ANJ, que se traduz em duas reuniões anuais de conformidade para acompanhar a evolução das operações, gerou avanços significativos no mercado francês.
As empresas melhoraram seus processos de identificação e conhecimento do cliente (KYC), aprimoraram a detecção de comportamentos atípicos e fortaleceram o controle interno.
O setor também registrou um salto na quantidade e na qualidade dos relatórios de atividades suspeitas enviados ao TRACFIN (serviço nacional de inteligência financeira).
Com o propósito de manter a evolução regulatória em 2026, a ANJ oficializou os novos compromissos firmados pelas operadoras, que incluem:
- Reforço contínuo nas ações de informação e treinamento de funcionários;
- Aprimoramento rigoroso dos critérios de classificação de risco dos clientes;
- Fortalecimento prático das auditorias e ações de controle interno.
Apesar do saldo positivo, a agência reguladora ressaltou que há margens de progresso e espera novos esforços do mercado.
A exigência para 2026 é que as operadoras aperfeiçoem sua engenharia de alertas (com foco redobrado nos jogadores expostos à corrupção) e consolidem a qualidade de suas declarações ao TRACFIN.
Por fim, para as empresas com direitos exclusivos de operação, a ANJ determinou ainda um controle muito mais duro sobre seus revendedores parceiros no varejo, com a obrigação de aplicar sanções proporcionais e altamente dissuasivas em caso de infrações.
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