Connect PSP aponta os primeiros impactos do MED 2.0 nas operações com Pix
Semanas após a entrada em vigor, o novo Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix deixou de ser apenas um tema regulatório e passou a fazer parte da rotina operacional.
Em análise publicada pela Connect PSP, empresa especializada em infraestrutura para operações financeiras digitais de alta complexidade, a companhia afirma que notificações já chegam com frequência, saldos são bloqueados e a marcação no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT) começa a gerar impactos.
Para a empresa, a principal diferença entre as operações está na velocidade de resposta. Na primeira matéria, a Connect PSP mostrou o que mudou.
Conforme a Connect PSP, o MED 2.0 passou a rastrear o dinheiro de uma fraude por toda a cadeia de contas, e não apenas na primeira recebedora. Com isso, a conformidade passou a depender de respostas rápidas.
Semanas após a entrada em vigor, os primeiros efeitos já aparecem no dia a dia de quem processa grandes volumes de Pix. Em especial, o impacto é percebido no setor de iGaming, que recebe depósitos de contas que não controla.
O prazo virou rotina
De acordo com a Connect PSP, o volume de Notificações de Infração aumentou. Ao mesmo tempo, a janela para responder continua curta. Cada notificação exige análise, decisão e resposta em um prazo reduzido.
A empresa afirma que, quando o processo depende de planilhas e troca de e-mails entre equipes, o tempo disponível pode acabar antes da conclusão da resposta. Por isso, o que antes era um procedimento pontual da equipe de risco passou a fazer parte da rotina operacional.
Na avaliação da Connect PSP, responder dentro do prazo deixou de ser apenas uma questão de esforço. Agora, isso depende da arquitetura da operação.
O bloqueio de saldo chegou ao caixa
Segundo a empresa, assim que uma infração é aceita na cadeia de transações, o saldo correspondente é bloqueado. Isso ocorre mesmo quando o valor já circulou pela operação e constava como disponível.
Dessa forma, operações com liquidação diária e margens ajustadas podem sofrer impactos em repasses, saques de jogadores e na previsibilidade do ciclo financeiro.
A Connect PSP também destaca que a cadeia pode gerar novos bloqueios mesmo após o encerramento de uma solicitação. Por esse motivo, o monitoramento precisa ser contínuo.
A marcação no DICT começou a pesar
Outro efeito apontado pela Connect PSP envolve a marcação das contas no DICT. Segundo a empresa, contas envolvidas em cadeias de fraude recebem essa identificação. Além disso, a marca acompanha a reputação da operação, independentemente de ter havido devolução.
Embora essa informação não apareça no extrato do dia, ela influencia o relacionamento com parceiros bancários e o nível de fiscalização do regulador. Como consequência, podem surgir relações bancárias mais difíceis, processos de compliance mais rigorosos e condições menos favoráveis de liquidação.
A Connect PSP resume esse cenário da seguinte forma:
“O MED 2.0 saiu do papel. A pergunta deixou de ser se a operação será acionada — e passou a ser quanto ela consegue responder antes que o prazo, o caixa e a reputação sintam o impacto.”
O que fazer agora
Conforme a Connect PSP, a diferença entre as operações não está no tamanho, mas na visibilidade sobre o próprio fluxo.
Quem consegue acompanhar a origem e o caminho de cada transação em tempo real responde dentro do prazo. Ademais, antecipa bloqueios e reduz o risco de se tornar um elo marcado.
Por outro lado, quem reage apenas quando a notificação chega acaba sofrendo impactos no prazo, no caixa e na reputação. Para a empresa, processos manuais não conseguem acompanhar esse cenário, pois o volume é elevado e o tempo de resposta é reduzido.
A Connect PSP afirma que esse é o papel do Sentinela, seu motor de compliance e prevenção a fraudes, aliado ao Módulo Avançado de Rastreio de Transações. De acordo com a empresa, cada transação recebe uma pontuação de risco.
Da mesma forma, padrões de contas-laranja são identificados antes do bloqueio, enquanto as Notificações de Infração podem ser respondidas dentro do prazo, com trilha completa de auditoria.
Assim, responder ao MED 2.0 deixa de ser um esforço reativo sob pressão e passa a integrar a arquitetura da operação, conforme as exigências da regra em vigor.
Sobre a Connect PSP
A Connect PSP é a infraestrutura tecnológica para operações financeiras digitais de alta complexidade. A empresa atua com orquestração multibanco, compliance contínuo e rastreabilidade total para operações de iGaming, marketplaces, infoprodutos e fintechs de alto volume.
O post Connect PSP aponta os primeiros impactos do MED 2.0 nas operações com Pix apareceu primeiro em iGaming Brazil.

