A Copa do Mundo de 2026 marcará um cenário inédito para o Grupo Globo. Com a CazéTV exibindo o torneio no digital e com exclusividade no YouTube, a emissora carioca precisou se adaptar para dominar outras redes e, assim, fará a jogada mais agressiva da história da “creator economy” no esporte brasileiro.
Em parceria com a Play9 e a ViU (área da Globo especializada em influência), a emissora montou um ecossistema que envelopará a Copa muito além dos 90 minutos de bola rolando, levando 2.026 criadores de conteúdo para gerar conversas no Brasil e nos três países-sede (Estados Unidos, Canadá e México).
A Engrenagem da Máquina do Esporte analisou o plano de mídia e destaca como a Globo planeja vencer essa concorrência por atenção:
1. O funil perfeito: Do alcance de massa à conversão
Além de uma espécie de trocadilho com o ano da Copa, o número de 2.026 influenciadores representa a profundidade com que a emissora quer atuar no funil de vendas, com o projeto dividindo essas vozes em dois blocos: topo de funil (conhecimento de marca), com 26 figuras gigantes e conhecidas para dar tração, gerar “hype” e alcance massivo; e fundo de funil (conversão) com 2 mil micro e nanoinfluenciadores que buscam engajamento e conversão em nichos específicos.
É a pulverização da mídia.
2. Omnichannel (360º)
Como o famoso filme dos Daniels (os diretores Daniel Scheinert e Daniel Kwan), que conquistou diversos prêmios (inclusive o Oscar de Melhor Filme e o Oscar de Melhor Direção em 2023, entre tantos outros), a ambição da GeTV é ser “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”, com um plano comercial bem robusto. A estratégia foi criar uma prateleira de “entregáveis” projetada para cercar o torcedor em todas as telas e ruas:
- Telas Conectadas: Transmissão dos jogos via GeTV, Globoplay e operadoras de TV;
- Redes Sociais: Ativação direta em grupos de WhatsApp (intimidade com o fã), o quadro “Corrida dos Fanáticos”, falas (speech) integradas nos programas esportivos e uma enxurrada de conteúdos exclusivos gravados in loco e no Brasil;
- O peso do talento “da casa”: Um trunfo enorme da emissora é que seus próprios narradores, apresentadores e jornalistas são, hoje, por si só, influenciadores gigantes nas redes, potencializando o alcance orgânico da GeTV;
- Mídia Programática e out of home (OOH): Além de Display, Vídeo e AdBreaks no digital, o pacote usa a tecnologia da Gama para fazer DOOH (mídia externa em painéis digitais nas ruas) e Geofencing (impactar o celular da pessoa quando ela entra em um raio geográfico específico, como um bar que está passando o jogo).
3. Preços
O mídia kit apresenta cotas de patrocínio que variam de R$ 3,5 milhões a R$ 13,2 milhões. É um investimento que busca capturar a atenção pulverizada da Geração Z em um ambiente onde o SBT (via NWB/N Sports) e a LiveMode (CazéTV) também estão brigando.
A Engrenagem: O que o mercado pode aprender?
A grande lição comercial da estratégia Globo/Play9 é que a “Batalha Digital” está, sim, na transmissão do jogo ao vivo, mas o entorno da partida também tem seu valor. Já para os anunciantes, patrocinar a Copa significa, hoje, comprar uma conversa prolongada (a maior já vista na história das Copas, já que esta durará mais do que o tradicional um mês).
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Estratégia conta com conteúdos multiplataforma, mais de 2 mil influenciadores digitais e cotas de patrocínio com diversas opções de valores
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