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ANJL rebate pesquisa que responsabiliza as apostas online pelo endividamento das famílias brasileiras

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ANJL rebate pesquisa que responsabiliza as apostas online pelo endividamento das famílias brasileiras

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O levantamento do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo aponta as apostas como causa do crescimento das dívidas dos brasileiros entre 2011 e 2025.

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) publicou uma nota discordando de um estudo promovido pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (Ibevar) em parceria com a FIA Business School, que apontou as apostas de quota fixa como as principais responsáveis pelo endividamento das famílias brasileiras entre 2011 e 2025.

Segundo a ANJL, o levantamento apresenta problemas em sua metodologia. De acordo com a entidade, os dados usados na pesquisa não condizem com estatísticas oficiais sobre crédito e consumo dos brasileiros. Além disso, a instituição discorda da opção dos pesquisadores de usar publicações de usuários em redes sociais como forma de analisar o interesse dessas pessoas pelas apostas.

Veja também: Apostas entram no orçamento familiar e pressionam consumo no Brasil, aponta estudo

Para a ANJL, essa métrica de redes sociais para analisar o interesse por apostas não seria o ideal porque as publicações na internet não comprovariam a quantidade real de recursos familiares que são usados em apostas.

Segundo a Associação, o estudo busca fazer uma ligação entre o crescimento do endividamento de brasileiros com um tema que está em alta, como as apostas, mas não estabeleceria, de fato, uma relação direta de causa e efeito entre essas variáveis.

A entidade aponta ainda que o estudo tenta analisar um período que, em sua maioria, corresponde a uma época anterior à regulamentação, ou seja, de 2018 a 2024. A falta de um mercado de apostas regulamentado impediria uma obtenção de dados precisos sobre esse intervalo de tempo.

Baseado nesses problemas, ANJL contesta a conclusão do levantamento de que as apostas têm impacto maior no orçamento familiar, superando outros elementos como o crédito e os juros. A instituição apontou que dados oficiais do Ministério da Fazenda indicam o contrário.

Segundo a Fazenda, a maior parte dos brasileiros que participa de apostas esportivas e jogos online destina valores relativamente baixos para essa atividade. De acordo com as informações do ministério, 53,4% dos apostadores gastam até R$ 50 (US$ 10) por mês. Um grupo menor de apostadores, de cerca de 19,5% dos usuários, aproximadamente 4,3 mil pessoas, afirmam gastar mais de R$ 1 mil (US$ 200) por mês em igaming.

A conclusão da ANJL é de que as falhas metodológicas comprometem o diagnóstico apresentado no estudo da Ibevar. “Em síntese, o estudo levanta uma hipótese relevante, mas não apresenta evidências robustas para sustentar que as apostas online tenham se tornado o principal fator de endividamento das famílias no Brasil”, afirmou Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL.

O levantamento do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo aponta as apostas como causa do crescimento das dívidas dos brasileiros entre 2011 e 2025.

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) publicou uma nota discordando de um estudo promovido pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (Ibevar) em parceria com a FIA Business School, que apontou as apostas de quota fixa como as principais responsáveis pelo endividamento das famílias brasileiras entre 2011 e 2025.

Segundo a ANJL, o levantamento apresenta problemas em sua metodologia. De acordo com a entidade, os dados usados na pesquisa não condizem com estatísticas oficiais sobre crédito e consumo dos brasileiros. Além disso, a instituição discorda da opção dos pesquisadores de usar publicações de usuários em redes sociais como forma de analisar o interesse dessas pessoas pelas apostas.

Veja também: Apostas entram no orçamento familiar e pressionam consumo no Brasil, aponta estudo

Para a ANJL, essa métrica de redes sociais para analisar o interesse por apostas não seria o ideal porque as publicações na internet não comprovariam a quantidade real de recursos familiares que são usados em apostas.

Segundo a Associação, o estudo busca fazer uma ligação entre o crescimento do endividamento de brasileiros com um tema que está em alta, como as apostas, mas não estabeleceria, de fato, uma relação direta de causa e efeito entre essas variáveis.

A entidade aponta ainda que o estudo tenta analisar um período que, em sua maioria, corresponde a uma época anterior à regulamentação, ou seja, de 2018 a 2024. A falta de um mercado de apostas regulamentado impediria uma obtenção de dados precisos sobre esse intervalo de tempo.

Baseado nesses problemas, ANJL contesta a conclusão do levantamento de que as apostas têm impacto maior no orçamento familiar, superando outros elementos como o crédito e os juros. A instituição apontou que dados oficiais do Ministério da Fazenda indicam o contrário.

Segundo a Fazenda, a maior parte dos brasileiros que participa de apostas esportivas e jogos online destina valores relativamente baixos para essa atividade. De acordo com as informações do ministério, 53,4% dos apostadores gastam até R$ 50 (US$ 10) por mês. Um grupo menor de apostadores, de cerca de 19,5% dos usuários, aproximadamente 4,3 mil pessoas, afirmam gastar mais de R$ 1 mil (US$ 200) por mês em igaming.

A conclusão da ANJL é de que as falhas metodológicas comprometem o diagnóstico apresentado no estudo da Ibevar. “Em síntese, o estudo levanta uma hipótese relevante, mas não apresenta evidências robustas para sustentar que as apostas online tenham se tornado o principal fator de endividamento das famílias no Brasil”, afirmou Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL.

  

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