E o episodio do “Tigrinho”? Situação pode prejudicar a percepção pública sobre o setor de apostas no Brasil

Com toda a luta e os desafios que a indústria de apostas no Brasil enfrenta para conseguir a regulamentação dos jogos no país, é frustrante ver um episódio como este acontecer. Tal evento acaba por generalizar e confundir na mídia o lado positivo da indústria com práticas ilícitas praticadas por grupos estrangeiros. É desanimador ver o quanto esse tipo de situação pode prejudicar a percepção pública sobre o setor e atrasar os esforços de regulamentação que tanto trabalhamos para promover.


Essa generalização pela mídia não apenas deturpa a imagem do setor de apostas legítimo, mas também mina a confiança do público em nossa indústria. É essencial que façamos um esforço consciente para diferenciar as operações legais e éticas das práticas ilegais e predatórias de certos grupos. Precisamos comunicar claramente ao público e aos reguladores que a grande maioria do setor trabalha de forma responsável e dentro da lei.


Nesse contexto, é fundamental que continuemos a lutar pela regulamentação dos jogos de apostas no Brasil. A regulamentação não apenas legitimará as operações honestas, mas também proporcionará meios mais eficazes para combater e isolar as atividades ilícitas. Além disso, é crucial que trabalhemos juntos para educar a mídia e o público sobre a realidade do setor, destacando as práticas positivas e os benefícios que a regulamentação trará para a economia e para a sociedade brasileira.

Este tópico evidencia a relevância e a necessidade vital dos programas de afiliação, uma estratégia que considero muito mais eficaz do que os grandes investimentos em branding feitos pelas operadoras. Atualmente, o que está sob os holofotes e sujeito a críticas? São os programas de afiliação. Em muitos casos, negligenciamos sua importância, permitindo que situações problemáticas se desenvolvam sem o devido controle.

Quando observamos a dinâmica dos afiliados, é inegável que os russos e chineses apresentam ofertas atraentes, com pagamentos frequentes, às vezes diários ou, no mínimo, semanais. Apesar dos riscos evidentes de golpes e fraudes, muitos afiliados, infelizmente, carecem de uma educação adequada neste setor. Eles optam por arriscar em empresas menos confiáveis em vez de buscar a segurança e estabilidade de trabalhar conosco.

Diante disso, sugiro que as operadoras reavaliem e melhorem suas propostas para os afiliados. Isso inclui oferecer mais vantagens, sempre respeitando as realidades e limitações do mercado. As campanhas devem visar proporcionar uma experiência aprimorada para os apostadores nos sites. Além disso, é fundamental que todos nós iniciemos uma abordagem educativa mais efetiva. Precisamos publicar artigos e textos em nossos canais que instruam e orientem os afiliados de maneira mais eficiente, indo além de simples declarações ou comunicados contra práticas ilícitas e campanhas promocionais enganosas. É imprescindível criar um ambiente de maior conhecimento e consciência entre os afiliados. Isso implica em uma estratégia educacional mais robusta, que não se limite a alertar sobre os perigos, mas que também forneça orientações claras e construtivas sobre como operar de maneira ética e segura no mercado.

Além disso, é crucial que as operadoras se empenhem em construir relações de confiança e respeito com os afiliados. Isso significa não apenas oferecer condições vantajosas, mas também garantir um suporte contínuo e transparente. Ao estabelecer uma comunicação eficaz e um ambiente de trabalho seguro e confiável, os afiliados estarão mais inclinados a colaborar conosco, em vez de buscar alternativas menos seguras.

Alessandro Lisboa

CEO da Revista Games Latam 

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