Prova técnica apontou ausência de integração com o sistema exigido em edital, o que pode levar à desclassificação da empresa.
Mato Grosso do Sul.- A exigência de implantação do sistema de cofre eletrônico pode comprometer a permanência da LottoPro Jogos de Apostas e Gestão de Lotéricas Ltda no processo licitatório da Lotesul, loteria estadual de Mato Grosso do Sul. A empresa apresentou a melhor proposta financeira do pregão, com repasse de até 43,36% da receita bruta ao governo estadual, mas enfrentou questionamentos técnicos durante a prova de conceito (PoC).
A PoC, segunda etapa do processo licitatório, foi realizada na manhã desta segunda-feira (9), na Secretaria-Executiva de Transformação Digital (Setdig), em Campo Grande. Segundo o Campo Grande news, na ocasião, a empresa, com sede em São Paulo, apresentou a plataforma digital de gestão da loteria, que concentra dados dos apostadores, como identificação por e-mail e CPF, além de informações sobre saldo, depósitos, saques, pagamentos de prêmios e controle de caixa diário.
Durante a apresentação, representantes do governo questionaram a empresa sobre a integração do sistema de cofre eletrônico, exigência prevista no edital. O representante da LottoPro afirmou que a plataforma possui todos os dados necessários, mas ainda não conta com a funcionalidade de conexão direta com o servidor do Estado.
Veja também: Licitação da Lotesul é remarcada após duas tentativas frustradas em 2025
O edital prevê que o cofre eletrônico seja o principal mecanismo de auditoria das operações da loteria, com o envio seguro e contínuo das transações realizadas. Conforme o roteiro da prova técnica, o sistema deve receber e armazenar arquivos gerados diariamente, com atualizações de hora em hora. O documento também estabelece que o não cumprimento integral dos requisitos pode resultar na desclassificação da empresa.
A prova foi encerrada às 9h53 e agora será analisada por uma comissão técnica formada por representantes da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) e da Setdig. Segundo a pregoeira Maria Julieta Grance Martines, o andamento do processo e as decisões adotadas serão publicados no Diário Oficial do Estado.
Em nota, a LottoPro afirmou que tem capacidade técnica para atender à exigência e espera ser convocada para a continuidade da prova. O advogado da empresa, Diego Delduque de Souza Ribeiro, da assessoria jurídica, destacou que a companhia possui estrutura técnica para gerir a loteria estadual.
“A LottoPro tem um corpo técnico absurdamente capacitado para gerir qualquer loteria no país. É uma empresa grande. Contudo, hoje, ainda que a gente tenha feito a demonstração de parte da plataforma de gestão, foi informado que deveria ter sido feito requerimento prévio de acesso ao cofre eletrônico do Estado. Sobre isso, o nosso entendimento é divergente, mas, dentro dos próximos dias, vamos solucionar, porque é uma empresa altamente capacitada”, afirmou segundo publicação do Campo Grande News.
Veja também:Mato Grosso do Sul: Tribunal de Justiça arquiva ação contra a Lotesul
Segundo o advogado, a empresa está confiante na continuidade do certame e interessada em contribuir com a arrecadação estadual, por meio da geração de recursos e renda, além de reforçar o compromisso com práticas de jogo responsável.
O valor global do edital é de R$ 51,47 milhões (US$ 9,78 milhões), correspondente à receita projetada da operação. O repasse mínimo previsto inicialmente era de 14,33%. A plataforma vencedora será responsável por concentrar e validar todas as operações de venda, identificação de apostadores, pagamento de prêmios, recolhimento de outorga variável e tributos.
Fundada em setembro de 2024, com capital social de R$ 20 milhões (US$ 3,8 milhões), a LottoPro atua atualmente na gestão de loterias municipais em cidades do Piauí, São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro e Maranhão. Além da LottoPro, outras empresas acompanham o processo, entre elas a Dodmax Tecnologia S/A, que também disputa a concessão da Lotesul.
Prova técnica apontou ausência de integração com o sistema exigido em edital, o que pode levar à desclassificação da empresa.
Mato Grosso do Sul.- A exigência de implantação do sistema de cofre eletrônico pode comprometer a permanência da LottoPro Jogos de Apostas e Gestão de Lotéricas Ltda no processo licitatório da Lotesul, loteria estadual de Mato Grosso do Sul. A empresa apresentou a melhor proposta financeira do pregão, com repasse de até 43,36% da receita bruta ao governo estadual, mas enfrentou questionamentos técnicos durante a prova de conceito (PoC).
A PoC, segunda etapa do processo licitatório, foi realizada na manhã desta segunda-feira (9), na Secretaria-Executiva de Transformação Digital (Setdig), em Campo Grande. Segundo o Campo Grande news, na ocasião, a empresa, com sede em São Paulo, apresentou a plataforma digital de gestão da loteria, que concentra dados dos apostadores, como identificação por e-mail e CPF, além de informações sobre saldo, depósitos, saques, pagamentos de prêmios e controle de caixa diário.
Durante a apresentação, representantes do governo questionaram a empresa sobre a integração do sistema de cofre eletrônico, exigência prevista no edital. O representante da LottoPro afirmou que a plataforma possui todos os dados necessários, mas ainda não conta com a funcionalidade de conexão direta com o servidor do Estado.
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O edital prevê que o cofre eletrônico seja o principal mecanismo de auditoria das operações da loteria, com o envio seguro e contínuo das transações realizadas. Conforme o roteiro da prova técnica, o sistema deve receber e armazenar arquivos gerados diariamente, com atualizações de hora em hora. O documento também estabelece que o não cumprimento integral dos requisitos pode resultar na desclassificação da empresa.
A prova foi encerrada às 9h53 e agora será analisada por uma comissão técnica formada por representantes da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) e da Setdig. Segundo a pregoeira Maria Julieta Grance Martines, o andamento do processo e as decisões adotadas serão publicados no Diário Oficial do Estado.
Em nota, a LottoPro afirmou que tem capacidade técnica para atender à exigência e espera ser convocada para a continuidade da prova. O advogado da empresa, Diego Delduque de Souza Ribeiro, da assessoria jurídica, destacou que a companhia possui estrutura técnica para gerir a loteria estadual.
“A LottoPro tem um corpo técnico absurdamente capacitado para gerir qualquer loteria no país. É uma empresa grande. Contudo, hoje, ainda que a gente tenha feito a demonstração de parte da plataforma de gestão, foi informado que deveria ter sido feito requerimento prévio de acesso ao cofre eletrônico do Estado. Sobre isso, o nosso entendimento é divergente, mas, dentro dos próximos dias, vamos solucionar, porque é uma empresa altamente capacitada”, afirmou segundo publicação do Campo Grande News.
Veja também:Mato Grosso do Sul: Tribunal de Justiça arquiva ação contra a Lotesul
Segundo o advogado, a empresa está confiante na continuidade do certame e interessada em contribuir com a arrecadação estadual, por meio da geração de recursos e renda, além de reforçar o compromisso com práticas de jogo responsável.
O valor global do edital é de R$ 51,47 milhões (US$ 9,78 milhões), correspondente à receita projetada da operação. O repasse mínimo previsto inicialmente era de 14,33%. A plataforma vencedora será responsável por concentrar e validar todas as operações de venda, identificação de apostadores, pagamento de prêmios, recolhimento de outorga variável e tributos.
Fundada em setembro de 2024, com capital social de R$ 20 milhões (US$ 3,8 milhões), a LottoPro atua atualmente na gestão de loterias municipais em cidades do Piauí, São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro e Maranhão. Além da LottoPro, outras empresas acompanham o processo, entre elas a Dodmax Tecnologia S/A, que também disputa a concessão da Lotesul.
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