O presidente da República declarou que pretende restringir a publicidade das casas de apostas.
O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva concedeu uma entrevista ao programa Sem Censura, da EBC. O líder do país voltou a criticar as empresas de jogos online, mas, ao contrário do que fez em outras oportunidades, não generalizou todo o mercado e direcionou a desaprovação às plataformas ilegais.
Mesmo ressaltando que segue com o posicionamento de que, se dependesse dele, toda a atividade seria proibida, o presidente afirmou que as empresas sérias poderiam continuar funcionando e que o objetivo é encerrar o mercado ilegal. “Você tem que saber qual é a bet séria e qual é a que não seria. Você pode deixar uma ou outra funcionando, o que não pode deixar são ‘os tigrinhos da vida’ funcionarem”, disse.
Veja também: Ministro Guilherme Boulos volta a defender a proibição das apostas no Brasil
“Vou dizer isso durante a campanha eleitoral. Eu sou favorável a acabar com todas aquelas bets que não estão prestando nenhum serviço de utilidade a esse país. Todo mundo tem que ser tratado em igualdade de condições. O que é ilegal na vida normal, tem que ser ilegal em qualquer outro espaço”, completou Lula.
O presidente reconheceu que existem setores que depende do patrocínio das bets, como os clubes de futebol. Por outro lado, Lula disse não concordar com o volume de publicidade dessas empresas em veículos de comunicação. O chefe do Poder Executivo afirmou que pretende restringir a publicidade do setor.
Sobre o combate às plataformas clandestinas de apostas online, Lula ressaltou o trabalho da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Segundo o presidente, ainda serão discutidas novas formas de avançar com a regulamentação do setor, mas que há entraves, sendo o principal deles, o pouco apoio no Congresso.
“Só tenho 70 deputados em 513. Só tenho 9 senadores em 81”, afirmou. Segundo o presidente da República, é necessário muito diálogo com os parlamentares porque eles poderiam derrubar propostas e vetos presidenciais.
“É sabido a quantidade de influência que as bets têm no Congresso Nacional. É sabido a quantidade de dinheiro que eles fazem o povo gastar jogando sem nenhuma orientação”, disse. “Não depende de mim, não sou dono do Brasil. Da mesma forma que eu falo que o Trump não é dono do mundo, eu não sou dono do Brasil, eu sou o presidente da República. Eu faço parte de um tripé de instituições que governam o país. Eu tenho o Congresso Nacional e eu tenho o Poder Judiciário”, acrescentou Lula.
Sobre o combate ao vício em jogos, o presidente falou que o crescimento descontrolado das apostas é um problema de saúde pública. “Jogar é uma doença, um vício. Você não tem noção do vício. É um processo quase que educacional, junto com as proibições. Não é uma coisa fácil de você fazer”, reconheceu.
“Este país, durante séculos, foi contra qualquer jogo de azar. Fomos contra cassino. O cassino agora foi para a sala, para o telefone da vovó, que empresta pro neto, o telefone do papai que empresta pro filho e muitas vezes o filho joga escondido e as pessoas não sabem”, concluiu Lula.
O presidente da República declarou que pretende restringir a publicidade das casas de apostas.
O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva concedeu uma entrevista ao programa Sem Censura, da EBC. O líder do país voltou a criticar as empresas de jogos online, mas, ao contrário do que fez em outras oportunidades, não generalizou todo o mercado e direcionou a desaprovação às plataformas ilegais.
Mesmo ressaltando que segue com o posicionamento de que, se dependesse dele, toda a atividade seria proibida, o presidente afirmou que as empresas sérias poderiam continuar funcionando e que o objetivo é encerrar o mercado ilegal. “Você tem que saber qual é a bet séria e qual é a que não seria. Você pode deixar uma ou outra funcionando, o que não pode deixar são ‘os tigrinhos da vida’ funcionarem”, disse.
Veja também: Ministro Guilherme Boulos volta a defender a proibição das apostas no Brasil
“Vou dizer isso durante a campanha eleitoral. Eu sou favorável a acabar com todas aquelas bets que não estão prestando nenhum serviço de utilidade a esse país. Todo mundo tem que ser tratado em igualdade de condições. O que é ilegal na vida normal, tem que ser ilegal em qualquer outro espaço”, completou Lula.
O presidente reconheceu que existem setores que depende do patrocínio das bets, como os clubes de futebol. Por outro lado, Lula disse não concordar com o volume de publicidade dessas empresas em veículos de comunicação. O chefe do Poder Executivo afirmou que pretende restringir a publicidade do setor.
Sobre o combate às plataformas clandestinas de apostas online, Lula ressaltou o trabalho da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Segundo o presidente, ainda serão discutidas novas formas de avançar com a regulamentação do setor, mas que há entraves, sendo o principal deles, o pouco apoio no Congresso.
“Só tenho 70 deputados em 513. Só tenho 9 senadores em 81”, afirmou. Segundo o presidente da República, é necessário muito diálogo com os parlamentares porque eles poderiam derrubar propostas e vetos presidenciais.
“É sabido a quantidade de influência que as bets têm no Congresso Nacional. É sabido a quantidade de dinheiro que eles fazem o povo gastar jogando sem nenhuma orientação”, disse. “Não depende de mim, não sou dono do Brasil. Da mesma forma que eu falo que o Trump não é dono do mundo, eu não sou dono do Brasil, eu sou o presidente da República. Eu faço parte de um tripé de instituições que governam o país. Eu tenho o Congresso Nacional e eu tenho o Poder Judiciário”, acrescentou Lula.
Sobre o combate ao vício em jogos, o presidente falou que o crescimento descontrolado das apostas é um problema de saúde pública. “Jogar é uma doença, um vício. Você não tem noção do vício. É um processo quase que educacional, junto com as proibições. Não é uma coisa fácil de você fazer”, reconheceu.
“Este país, durante séculos, foi contra qualquer jogo de azar. Fomos contra cassino. O cassino agora foi para a sala, para o telefone da vovó, que empresta pro neto, o telefone do papai que empresta pro filho e muitas vezes o filho joga escondido e as pessoas não sabem”, concluiu Lula.
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