Ter um bom produto já não é, de fato, suficiente para garantir o sucesso de um jogo digital no Brasil. Essa foi a principal lição compartilhada pelo gerente nacional da Amusnet no país, Marco Pequeno, durante as discussões sobre o futuro do mercado no evento BiS SiGMA South America.
Indo muito além dos estandes de exposição, a presença da empresa desenhou a nova realidade do setor, provando que o desempenho comercial das plataformas agora depende quase que totalmente de estratégias de atração feitas fora do ambiente dos jogos.
Como a Amusnet enxerga a inversão do modelo de negócios no Brasil
Ao debater os limites entre o ambiente físico e o digital, o executivo explicou, nesse sentido, que as regras do jogo mudaram de forma profunda.
Em mercados mais antigos, o posicionamento na vitrine do site é, em geral, o que garante a descoberta do título pelos clientes.
No cenário brasileiro, a lógica funciona ao contrário.
Hoje, recursos como as estratégias de CRM, os influenciadores e os streamers deixaram de ser apenas um apoio para se tornarem o motor central da operação.
Essa dinâmica única exige agilidade das empresas para ganhar espaço na tela dos jogadores.
“Aqui, a visibilidade começa externamente, por meio de estratégias de aquisição e exposição digital, e só então se traduz em posicionamento dentro da grade do jogo.
Para os provedores, isso significa adaptar-se rapidamente e estar presente em vários canais, cada vez mais, dividindo o risco com os operadores para se manterem competitivos”, detalhou Marco Pequeno.
As lições globais para as futuras operações físicas
Além de apontar os caminhos para o ambiente online, o executivo também comandou um painel focado nos erros e acertos de países que já operam cassinos físicos.
A conversa reuniu especialistas nacionais e estrangeiros para criar um espaço de discussão sobre a realidade prática da governança e da regulação das empresas.
Essa troca de experiências mostrou que usar referências internacionais é um passo essencial.
Entender como outros locais atuam não serve apenas para ajustar as operações do dia a dia, mas também para medir todo o impacto da indústria na sociedade.
O painel destacou que essa avaliação passa por pontos fundamentais, como a criação de empregos, a arrecadação de impostos, o turismo e o fluxo de investimentos.
Dessa forma, os debates ajudaram a conectar o momento atual do país com a experiência global, oferecendo uma visão clara de para onde o setor está caminhando.
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