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Padilha revela 300 mil autoexclusões e defende que bets financiem a saúde pública

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Padilha revela 300 mil autoexclusões e defende que bets financiem a saúde pública

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha defendeu enfaticamente que o Congresso Nacional aplique uma sobretaxa específica às empresas de apostas online.

Em entrevista concedida ao programa Bastidores CNN, o titular da pasta argumentou que o setor de iGaming deve financiar diretamente o fortalecimento das ações de segurança pública e saúde mental no país, compensando os impactos sociais gerados pela atividade.

Como funcionará o novo serviço de combate à compulsão

Além da pressão fiscal, Padilha revelou um dado alarmante: quase 300 mil brasileiros já utilizaram a ferramenta de autoexclusão para bloquear o próprio acesso às plataformas e interromper o recebimento de publicidade.

Para amparar esse público crescente, o Ministério da Saúde implementará, a partir deste mês, um sistema inédito de teleatendimento focado exclusivamente em transtornos de jogo.

A decisão baseia-se nos indicadores de 2025, que mostraram uma baixa procura por ajuda presencial.

Durante todo o ano, menos de 10 mil pessoas buscaram tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

O ministro avalia que a vergonha e o estigma social afastam os pacientes das unidades físicas.

O novo canal remoto permitirá que psicólogos e psiquiatras atendam os dependentes com maior privacidade e conforto, quebrando a barreira inicial da busca por tratamento.

A defesa da regulação e o destino dos recursos

Padilha classificou como “muito grave” a hesitação do debate legislativo em avançar na tributação do setor.

Ele reconheceu que a regulamentação atual representa um avanço em relação ao vácuo legal deixado pelo governo anterior, mas insistiu que a destinação de verbas para áreas essenciais é inegociável.

Dessa forma, para o ministro, a realidade econômica das apostas exige uma contrapartida significativa.

“É uma atividade que está gerando muito recurso, não tem como você impedir”, explicou.

“Regular é melhor do que tentar impedir, mas esses recursos têm que ser destinados para reforçar as ações de segurança pública e as áreas da saúde também”, concluiu Padilha.

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