Diante das frequentes acusações de que as casas de apostas seriam as grandes responsáveis pelo endividamento das famílias e pelo vício entre os jovens, Guilherme Figueiredo, principal executivo da Betano no país, rebateu as críticas e defendeu a legalidade da indústria.
Para o executivo, o verdadeiro vilão do orçamento doméstico são os juros abusivos do crédito rotativo, enquanto os gastos com o entretenimento digital representam uma fração minúscula do consumo nacional.
Ele alerta que qualquer tentativa de banir a atividade não acabará com o hábito de apostar, mas apenas empurrará os usuários para as mãos de golpistas.
Por que o representante da Betano critica as restrições de publicidade e o Desenrola 2.0
As recentes movimentações políticas a fim de restringir a atuação das empresas também causam enorme preocupação na liderança da companhia.
Medidas governamentais, como o bloqueio temporário imposto aos beneficiários do programa Desenrola 2.0, e os projetos de lei que visam proibir a publicidade e os patrocínios no futebol são classificados como ineficazes por ele.
A justificativa do executivo é que silenciar as empresas legalizadas impossibilita que o consumidor diferencie as marcas que cumprem a lei daquelas que operam na clandestinidade.
Figueiredo argumenta que o banimento da propaganda, um erro já cometido em outros países europeus, resulta na queda de arrecadação estatal e no crescimento vertiginoso do mercado ilegal.
Em vez de optar por restrições severas, a solução ideal seria focar na educação do consumidor e em ferramentas de jogo responsável.
De acordo com ele, no ambiente chancelado pelo governo federal, os jogadores contam com monitoramento rigoroso, recebem alertas de tempo e dinheiro gasto, e têm suas contas bloqueadas caso atinjam limites críticos de compulsão, mecanismos de proteção que simplesmente não existem nos sites criminosos.
O combate à manipulação esportiva e o cenário para a Copa do Mundo
Outro ponto de atrito constante debatido na esfera pública diz respeito às fraudes atreladas ao esporte.
A companhia esclarece que as empresas legalizadas são, na verdade, as maiores vítimas financeiras dos esquemas de manipulação de resultados.
Valendo-se de tecnologia avançada, essas grandes plataformas atuam como verdadeiros radares de integridade, identificando padrões suspeitos e denunciando imediatamente os casos às autoridades com o intuito de proteger a lisura das competições.
Apesar dos severos desafios regulatórios e dos ataques políticos recentes, o setor mantém um forte otimismo para o calendário esportivo a curto prazo.
Com a aproximação da Copa do Mundo, a expectativa é de uma vasta captação de novos clientes que enxergam as apostas como uma extensão natural da torcida pela seleção.
O grande foco da indústria agora é, sobretudo, garantir que esse crescimento ocorra de maneira sustentável, com entretenimento responsável e totalmente distante da sombra do crime organizado.
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