A BETBY lançou ontem, 25, o relatório The Brazil Gold Rush, com foco no período pós-regulamentação. O documento oferece análises do primeiro ano do mercado de apostas, dados relevantes sobre o setor e insights de especialistas como Fernando Garita, Managing Partner e cofundador do Kabata Group, Magnho José, editor do BNLData e presidente do Instituto Brasileiro Jogo Legal (IJL), Neil Montgomery, Managing Partner e fundador do Montgomery & Associados, entre outros.
Os principais tópicos abordados foram tamanho do mercado, tendências de canalização e crescimento; papel contínuo do mercado offshore; comportamento dos jogadores e dinâmica competitiva; mudanças regulatórias e complexidade operacional; e se o país atendeu às expectativas pré-regulamentação.
No documento, José relembrou o início da regulamentação, com as primeiras normas entrando em vigor em 2024. Portarias e regras adicionais consolidaram o marco regulatório do mercado de apostas no Brasil. José ressaltou que o primeiro semestre foi dominado por ajustes normativos e regulamentações complementares, enquanto os últimos seis meses de 2024 ficaram marcados pela transição do mercado informal para o legal, obrigando as empresas do setor a se adequarem às novas exigências.
“Embora a regulamentação tenha chegado tardiamente, após um vácuo regulatório de quase seis anos, sua implementação representa um avanço significativo. Essa ausência prolongada de normas foi extremamente prejudicial ao mercado, pois permitiu que diversos operadores ilegais atuassem no Brasil sem licenças ou supervisão, contribuindo para desafios estruturais e para uma percepção negativa junto ao público, com a qual a sociedade ainda lida hoje”, afirmou José.

Garita comentou as principais lições que operadores aprenderam ao longo desse primeiro ano de mercado regulamentado. O executivo destacou que a nova estrutura regulatória no Brasil “marcou o início de uma nova fase da indústria iGaming na América Latina”. No entanto, para Garita, a transição para o mercado regulamentado trouxe desafios estruturais, operacionais e financeiros para os operadores.
“Na prática, este primeiro ciclo regulatório está se tornando um importante laboratório estratégico para compreender os custos reais e a dinâmica competitiva do mercado brasileiro”, afirmou Garita.
Outro ponto destacado pelo especialista foi a diferença entre operar em um mercado regulamentado (fase de introdução e adaptação às normas) ou regulado (período após a consolidação completa das regras e a supervisão oficial) em comparação ao offshore (operado fora da jurisdição nacional). Garita reforçou que o mercado legal vai além de oferecer um produto: exige conformidade regulatória, integração com sistemas locais, estrutura fiscal, fiscalização e políticas de jogo responsável.

Neil Montgomery trouxe perspectivas legais sobre o mercado brasileiro. O advogado destacou o potencial do país já no primeiro ano após a regulamentação, ressaltando que o Brasil se encontra entre os cinco maiores mercados do mundo. Além disso, apontou a complexidade da jurisdição, com desafios ligados à concorrência do mercado ilegal e à incerteza jurídica.
“Os operadores licenciados ainda não compreenderam totalmente os riscos decorrentes de litígios judiciais, principalmente na forma de ações trabalhistas e de consumidores”, afirmou Montgomery.
Próximos passos
Segundo o relatório, as projeções de canalização indicam que a participação do mercado regulado nas apostas online deve alcançar 68% em 2027, com avanço gradual até 71% em 2030. Os dados mostram que a canalização já teve início em patamar elevado no primeiro ano de regulamentação (72%), embora possa haver redução temporária em 2026, com operadores não licenciados recuperando parte do mercado.
A partir de 2027, a tendência é de retomada progressiva do segmento regulado. O documento destacou que esse movimento confirma os primeiros anos da regulamentação como uma fase de ajuste, marcada pela disputa por espaço entre operadores legais e ilegais, enquanto o ambiente regulatório ainda está em consolidação.
Para Garita, o foco neste segundo ano deve estar na eficiência operacional, na otimização de custos, na retenção inteligente de clientes e na formação de parcerias estratégicas locais.
O executivo reforçou que operadores que conseguirem estruturar operações mais eficientes tendem a obter vantagem competitiva no mercado. O novo cenário também exige mudança de perspectiva, indo além da aquisição em massa de usuários.
Na avaliação de Montgomery, as prioridades incluem o investimento na satisfação do cliente, com foco no fortalecimento da lealdade dos jogadores e na redução da exposição a reclamações, a atenção contínua às exigências regulatórias para evitar sanções e o monitoramento de oportunidades de fusões e aquisições.
José também destacou como pontos centrais para o segundo ano a prevenção do aumento da carga tributária e o reforço do combate aos operadores ilegais, além de alertar para a necessidade de equilibrar a percepção do setor no ambiente político.

O relatório completo da BETBY está disponível aqui.
Receba um resumo com as principais notícias sobre o mercado de jogos online e de apostas esportivas no Brasil através do link. A newsletter é enviada toda segunda, terça e quinta-feira, sempre às 17 horas.
A BETBY lançou ontem, 25, o relatório The Brazil Gold Rush, com foco no período pós-regulamentação. O documento oferece análises do primeiro ano do mercado de apostas, dados relevantes sobre 
Participe da IGI Expo 2026: https://igi-expo.com/


