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Estudo da NielsenIQ revela hábitos de aposta dos brasileiros

Estudo da NielsenIQ revela hábitos de aposta dos brasileiros

Um estudo inédito da NielsenIQ Brasil, publicado em 11 de março, trouxe dados novos sobre o hábito de consumo dos brasileiros em relação a apostas. A pesquisa, por exemplo, revelou que 26,3% dos domicílios fizeram algum tipo de aposta em 2025. Um total de 13,9 milhões de lares disseram que participam de apostas.

A Mega-Sena, maior modalidade lotérica do Brasil e pertencente à Caixa Econômica Federal, é o jogo mais popular dos brasileiros, com certa folga. Entre os entrevistados pela NielsenIQ Brasil, 15,8% disseram que apostam na Mega-Sena.

O ‘Jogo do Tigrinho’, apelido do Fortune Tiger, aparece em segundo no ranking (7,7%) e o Jogo do Bicho completa o top 3 (3,9%). Surpreendentemente, as ‘bets’ (apostas esportivas) estão em quarto lugar, com 3,6%.

Pesquisa da NielsenIQ Brasil apresenta hábitos de consumo relacionados a apostas.
Crédito: NielsenIQ Brasil

De acordo com o estudo, o Jogo do Tigrinho tem a maior presença de apostadores de “Nível Socioeconômico (NSE) médio (63,3%)”. Já a Mega-Sena atrai jogadores de NSE alto (45,5%). Em média, o Jogo do Tigrinho é mais popular entre pessoas de até 35 anos (42,4%) e a Mega-Sena é mais popular entre pessoas mais velhas, já que 49,1% têm mais de 51 anos.

Ainda segundo a NielsenIQ Brasil, a região Nordeste possui o maior número de domicílios apostadores (29%), seguida da região Sul, que aparece com 28,3%.

Perfil dos apostadores

Entre os domicílios que possuem hábito de apostar, 49% acreditam que apostas são uma forma de obter uma renda adicional e 43,5% esperam uma grande mudança na vida. Segundo a NielsenIQ Brasil, este segundo perfil é mais comum na Mega-Sena.

Veja abaixo os três tipos de apostadores que a NielsenIQ Brasil identificou:

  • Casuais (73%): pessoas que jogam ao menos uma vez por mês;
  • Pro (28%): pessoas que apostam ao menos uma vez por semana;
  • Elite (9,3%): pessoas que apostam semanalmente e gastam mais de R$ 100 por mês.

Dentre os apostadores rotulados como Pro, 65,8% buscam uma renda extra. A porcentagem é parecida entre os apostadores Elite (63,2%).

A pesquisa também identificou que 10% dos lares que apostam admitem que substituíram algum gasto para acomodar o hábito de apostar.

“Dentre eles, 47% apontam que a categoria de alimentos perde espaço, enquanto 45,3% dizem que as apostas impactam mais as contas fixas (água, luz, internet)”, diz o estudo da NielsenIQ Brasil.

Porém, a maior parte dos apostadores acabam reduzindo a quantidade de bens comprados para sustentar o gasto com apostas. Segundo a NielsenIQ Brasil, 60% das categorias registraram diminuição no volume adquirido. A pesquisa identificou que a cerveja foi o item com maior retração.

“Já havíamos identificado que apostar se tornou uma prática popular e comum na rotina do consumidor brasileiro. Agora, os números apontam também a dimensão que essa prática está tomando dentro dos gastos do domicílio e na renda dos apostadores”, afirmou Gabriel Fagundes, líder de Insights para a Indústria da NielsenIQ Brasil.

Mais dados sobre o impacto das apostas na renda

Entre os domicílios que apostam no Jogo do Tigrinho, 51,1% gastam entre R$ 30 e R$ 100 por mês, de acordo com o estudo da NielsenIQ Brasil.

“Esses brasileiros têm renda mensal entre R$ 1.400 e R$ 2.800, e o gasto com apostas representa de 1% a 7% dessa renda. Na Mega-Sena, o cenário é mais brando: com apostas mais esporádicas, 55,5% dos praticantes gastam até R$ 30 por mês”, diz a pesquisa.

O estudo conclui dizendo que marcas vão precisar trabalhar sua comunicação, preços e ativações, para recuperar a relevância diante da competição com o hábito de apostar.

Em adição ao estudo da NielsenIQ Brasil, também temos os dados oficiais do Ministério da Fazenda em relação às apostas. Segundo o ministério, 53% dos apostadores brasileiros apostam até R$ 50 por mês.


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Um estudo inédito da NielsenIQ Brasil, publicado em 11 de março, trouxe dados novos sobre o hábito de consumo dos brasileiros em relação a apostas. A pesquisa, por exemplo, revelou 

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