A Associação Brasileira dos Atacarejos (Abaas) entregou na segunda-feira, 4, um documento para Geraldo Alckmin, Vice-Presidente do Brasil. Neste documento, a associação que representa o atacarejo afirma que a economia brasileira está travada por conta do endividamento das famílias e também por causa das apostas online.
Somadas, as 24 empresas que integram a Abaas faturaram R$ 369,5 bilhões em 2025. O atacarejo está presente em 76% dos lares brasileiros e é o principal fornecedor de alimentos.
Mesmo assim, a Abaas alega que o padrão de consumo das famílias brasileiras está diminuindo, sobretudo no pequeno varejo, que é associado à baixa renda. Os canais ligados à alta renda registraram crescimento e a Abaas chamou essa divisão no padrão de consumo de “efeito K”.
No documento, a Abaas apresentou dados da Nielsen IQ que afirmam que o varejo moderno registrou um avanço de 4% no último trimestre de 2025, enquanto o pequeno varejo caiu 9,5%.
Além do avanço do endividamento no Brasil, que afeta mais de 80 milhões de brasileiros, a Abaas citou o avanço das apostas online e pediu medidas contra o mercado ilegal.
Propostas do Atacarejo

A Abaas separou suas propostas em dois períodos: um mais imediato, de até 12 meses, e um mais duradouro, com medidas para serem adotadas entre cinco e 10 anos.
As medidas imediatas incluem bloquear plataformas de apostas ilegais, algo que já é feito pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF) e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) desde 2025, e restringir chaves Pix ligadas ao mercado ilegal. A associação também cobrou limitações à publicidade de cassinos online, mas sem afetar as casas de apostas regulamentadas.
A Abaas também viu com bons olhos o Desenrola 2.0, novo programa de renegociação de dívidas do governo que vai restringir endividados que aderirem a apostar, mas afirmou que o programa não terá tanto alcance.
Já nas propostas de longo prazo, a Abaas propôs que apostas sejam encaradas da mesma forma que o Brasil tratou a indústria tabagista, ou seja, desestimulando o consumo sem proibir. O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, já comparou o vício em apostas com o cigarro.
Para o setor do atacarejo, as apostas devem ser responsabilidade do Ministério da Saúde (MS), que deve fazer campanhas nacionais e oferecer tratamento da ludopatia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que já oferece teleatendimento gratuito para pessoas com ludopatia.
Leia também nossa entrevista com Cristiano Costa, Diretor de Conhecimento na Empresa Brasileira de Apoio ao Compulsivo (EBAC). O psicólogo afirmou que a compulsão vai além das apostas e que o varejo tem uma parcela de culpa no endividamento dos brasileiros. Você pode ler a reportagem aqui.
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A Associação Brasileira dos Atacarejos (Abaas) entregou na segunda-feira, 4, um documento para Geraldo Alckmin, Vice-Presidente do Brasil. Neste documento, a associação que representa o atacarejo afirma que a economia 
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